Taxas fecham em alta com mercado incrédulo no cumprimento do arcabouço fiscal

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 23 de janeiro de 2025 – As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros(DIs) fecham em alta. O movimento se dá por conta de uma percepção por parte do mercado de que oarcabouço fiscal não ser cumprido no longo prazo.

“Quando a gente olha as taxas de juros futuras, a maioria subindo. A expectativa do mercado ganhouforça ao longo dos últimos dias: a expectativa de que para aumentar a sua popularidade e chegarviável a uma eventual reeleição, o presidente Lula lançaria a mão de uma política fiscal maisativa, portanto, traria continuidade continuidade à percepção de que o arcabouço fiscal nãoseria cumprido no longo prazo “, aventa o consultor econômico da plataforma Remessa Online, AndréGalhardo.

“A eleição já começou e eleição trata-se de aumento de popularidade nesse momento que podedificultar as iniciativas do governo. A dificuldade para cortar gastos, como a gente viu, não ésó é só do governo, já existe uma dificuldade em cortar gastos também pelo Congresso ocongresso entende isso.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende reunir ministros na próxima segunda-feira(27) para discutir soluções para baratear o preço dos alimentos no país. O petista tem pedidourgência e foco total dos ministérios envolvidos nas discussões e reforçou o recado na reuniãoministerial da última segunda-feira (20).

“Minha percepção é de o mercado continua em compasso de espera sobre as declarações de Trump,em especial, no capítulo tarifas…por aqui, mercado parece não ter gostado, ou não entendido, aintenção do governo de intervir no sistema de preços, em especial nos alimentos”, avalia oeconomista da Confiance Tec, Julio Hegedus Netto.

“Creio q o mercado não absorveu bem este acordo entre agentes para os preços da cesta básica.Mais eficiente teria sido ter retirado impostos”, conclui.

Segundo o Broadcast, uma das medidas avaliadas pelo governo para enfrentamento dos preços dosalimentos é a mudança no conceito regulatório da data de validade dos alimentos. A medida é umpleito antigo da indústria e foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em umareunião com representantes dos supermercados, varejo, atacado e a própria indústria de alimentosem 21 de novembro, da qual também participaram os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, daIndústria, Geraldo Alckmin, e da Agricultura, Carlos Fávaro.

Os agentes econômicos ainda esperam a divulgação o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo15 (IPCA-15) amanhã, prévia da inflação oficial de janeiro.

Mais cedo foi divulgado o número de novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos que subiuem 6 mil para 223 mil na semana encerrada em 18 de janeiro. A previsão era de 221 mil pedidos.

Por volta das 17h (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2026 tinha taxa de 15,050 de 14,920%no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2027 projetava taxa de 15,340%, de 15,165%, o DI parajaneiro de 2028 ia a 15,250%, de 15,080%, e o DI para janeiro de 2029 com taxa de 15,175% de 14,995%na mesma comparação. O dólar opera em queda, cotado a R$ 5,9250 para venda.

Camila Brunelli / Safras News

Copyright 2024 – Grupo CMA

Voltar ao topo