São Paulo, 27 de janeiro de 2025 – As montadoras norte-americana Tesla e a alemã BMW estãoprocessando a Comissão Europeia, unindo-se a um grupo crescente de outras empresas chinesas para seopor às tarifas punitivas da União Europeia sobre veículos elétricos (EVs).
Tanto a Tesla Xangai quanto a BMW entraram com ações no Tribunal Geral da União Europeia, osegundo tribunal mais alto do bloco, de acordo com seu site.
Os processos ocorrem após a União Europeia impor tarifas de até 45% sobre veículoselétricos chineses, alegando que a China subsidia injustamente a indústria e satura o bloco comcarros mais baratos. Os veículos elétricos fabricados na China pela Tesla foram atingidos com umatarifa de 7,8%, enquanto os carros da BMW provenientes do país receberam uma taxa adicional de20,7%.
As fabricantes chinesas BYD, Geely e SAIC também entraram com recursos em Luxemburgo.
Um porta-voz da BMW afirmou que a empresa se opõe às tarifas de importação e disse que elasnão fortalecem a competitividade dos grupos automotivos europeus.
“Pelo contrário, as tarifas compensatórias prejudicam o modelo de negócios de empresasglobalmente ativas, limitam a oferta de carros elétricos para clientes europeus e podem, portanto,até retardar a descarbonização no setor de transportes”, disse o porta-voz, acrescentando que aempresa ainda prefere negociar um acordo.
Como já dissemos, é importante evitar um conflito comercial que, no final, só tenhaperdedores, afirmou a BMW.
O porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill, disse hoje que a UE permanece totalmente aberta aencontrar uma solução negociada, mas que essa solução precisa abordar o claro exemplo deconcorrência desleal que nossa investigação identificou sobre este tema.
A disputa é mais uma frente de batalha para Elon Musk, proprietário da Tesla, que passou osúltimos meses criticando a União Europeia por sua tendência a regular gigantes da tecnologia. Osreguladores europeus também estão investigando a rede social X, de Musk, por supostas violaçõesda Lei de Serviços Digitais, uma legislação da UE que obriga plataformas digitais a fazer maispara combater a desinformação online.
Os desafios legais, se bem-sucedidos, podem anular a lei que permitiu que Bruxelas impusessetarifas sobre produtos chineses em primeiro lugar, e seus proprietários poderiam então lutar parareivindicar perdas.
As informações são da agência de notícias Dow Jones.
Darlan de Azevedo – darlan.azevedo@cma.com.br (Safras News)
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