São Paulo, 21 de janeiro de 2025 – A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias(ABRAINC) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) informaram que as vendas denovos imóveis cresceram 21,5% no acumulado de janeiro a outubro de 2024 em relação ao mesmoperíodo do ano anterior, totalizando 155.769 unidades comercializadas, conforme apontado peloindicador ABRAINC-FIPE. O estudo foi elaborado com dados de 20 empresas do setor.
O segmento de Médio e Alto Padrão (MAP) registrou avanços significativos, com aumento de 3,8% novolume de vendas e de 23,7% no valor total comercializado. Nos lançamentos, o setor apresentou altade 13,6% em volume e 21,2% no montante lançado. Já o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV)apresentou um desempenho robusto, com aumento de 26,1% no número de unidades vendidas e 22,5% novalor total das vendas. Os lançamentos do MCMV também tiveram crescimento, com alta de 33% emvolume e 34,4% em valor.
Esses resultados refletem a resiliência do mercado imobiliário e a manutenção de umaintencionalidade de compra robusta, além da eficácia do programa habitacional bem estruturado, quetem sido essencial para viabilizar o acesso à moradia para famílias de baixa renda e fortalecer ademanda por habitação popular, impulsionando a inclusão social e fortalecendo o mercado dehabitação popular.
“Apesar de desafios como a alta da Selic, que restringe o acesso ao crédito e eleva os custosfinanceiros de empresas e consumidores, o setor imobiliário demonstrou resiliência e capacidade deadaptação em 2024, sendo responsável pela geração de 11% dos empregos formais no ano. Com umbônus demográfico favorável, alta intenção de compra por parte dos compradores e uma indústriapujante, o setor tem todas as condições de seguir crescendo acima do PIB em 2025. Precisamos,porém, de juros em patamares saudáveis. Para isso, é fundamental controlar os gastos públicos eseguir com responsabilidade fiscal”, afirma Luiz França.
A relação distrato sobre venda para o MAP fechou em 11,4%, mantendo-se em patamares baixos após aregulação de distratos, aprovada em 2018, quando o índice era de cerca de 40%.
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