BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não deve comparecer à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS para prestar depoimento. A decisão teria sido tomada pelo banqueiro após o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), não autorizar o uso de um jato particular para a ida a Brasília.
De acordo com interlocutores de Vorcaro, a ausência na CPI na segunda-feira (23) está praticamente definida. Ainda há dúvidas se ele irá à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) para ser ouvido na terça-feira (24). A preocupação principal seria com sua segurança caso ele tivesse que pegar um voo comercial.
Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Master após a saída do ministro Dias Toffoli, decidiu nesta quinta-feira (19) que Vorcaro não é obrigado a comparecer à CPI.
Segundo a decisão do ministro, Vorcaro poderia se deslocar em voo comercial ou em avião da Polícia Federal.
O ministro negou, porém, um pedido de sua defesa para que ele fosse a Brasília em um jato particular. À CPI, os advogados dele afirmaram que o transporte do depoente em uma aeronave particular seria necessário por essas questões de segurança, e também para preservar sua imagem e evitar tumultos em aeroportos.
A CPI mista do INSS adiantou o depoimento de Vorcaro para esta segunda com o objetivo de ter primazia na oitiva do ex-banqueiro diante de outras comissões no Congresso Nacional também interessadas em ouvi-lo.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), parabenizou André Mendonça após a decisão, por autorizar o deslocamento de Vorcaro a Brasília.
O banqueiro está sob monitoramento de tornozeleira eletrônica desde o fim de novembro do ano passado. Ele havia sido preso no aeroporto de Guarulhos (SP), quando embarcava para Dubai, no âmbito da operação Compliance Zero da Polícia Federal.
“O ministro demonstrou compromisso institucional diante da gravidade do que está em jogo. Estamos tratando de viúvas, órfãos e aposentados que foram lesados”, escreveu Viana em suas redes.