Demanda por petróleo foi de 920 mil bpd no 3T25, maior que os 430 mil bpd no 2T25

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São Paulo, 13 de novembro de 2025 – Segundo o relatório mensal de petróleo da AgênciaInternacional de Energia (AIE), o crescimento da demanda mundial de petróleo se recuperou para 920mil barris por dia (bpd) no terceiro trimestre de 2025, principalmente devido a entregas mais fortesna China. O aumento do terceiro trimestre foi mais do que o dobro da expansão anual de 430 mil bpdregistrada no segundo trimestre de 2025, à medida que o panorama macroeconômico melhorouamplamente com o alívio das tensões comerciais. A entidade estima que o crescimento da demandadeve se manter em 770 mil bpd em 2025 ante o ano anterior.

Já a oferta em outubro foi de 108,2 milhões de bpd, com a Organização dos PaísesExportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) liderando uma queda mensal de 440 mil bpd. “Ainda assim,a oferta mundial de petróleo aumentou em 6,2 milhão de bpd desde janeiro, com os ganhos divididosigualmente entre países fora da Opep+ e membros da Opep+”, diz um trecho do documento. A ofertamundial de petróleo deve crescer em média 3,1 milhões de bpd em 2025 e 2,5 milhões de bpd em2026.

Segundo a AIE, uma série de interrupções não planejadas, manutenções programadas econtinuação das perturbações nas operações de refino da Rússia elevaram as margens de refinoaos níveis mais altos em dois anos na Europa e na Ásia no início de novembro.

Os estoques de petróleo no mundo, de acordo com a entidade, dispararam em 77,7 milhões debarris em setembro, atingindo o nível mais alto desde julho de 2021. O petróleo em trânsito (“oilon water”) subiu expressivos 80 milhões de barris, enquanto os estoques da Organização paraCooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aumentaram em 5 milhões de barris e os dos nãomembros da OCDE caíram em 7 milhões de barris.

“Os balanços do mercado global de petróleo estão se tornando cada vez mais desequilibrados,à medida que a oferta mundial continua avançando enquanto o crescimento da demanda permanecemodesto em comparação com padrões históricos. Ao mesmo tempo, há muitos riscos para asprojeções, com as consequências econômicas das recentes disputas tarifárias e do fechamento dogoverno dos EUA ainda incertas, além dos impactos das novas sanções contra a Rússia, que aindanão estão claros”, continua o documento.

Vanessa Zampronho / Safras News

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