EUA anunciam operação 'Lança do Sul' contra narcotráfico na América Latina

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SÃO PAULO, SP (FOLAHPRESS) – Em um contexto de tensão com a Venezuela, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira (13) uma operação militar para combater grupos ligados ao narcotráfico na América Latina. Ele não divulgou detalhes da iniciativa, que deverá aumentar a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.

Chamada de Operação Lança do Sul, a iniciativa terá a participação do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA (Southcom, no acrônimo em inglês), responsável pelas ações militares americanas em 31 países da América do Sul, América Central e Caribe.

Em mensagem publicada na plataforma X, Hegseth escreveu que a missão terá como objetivos “defender a pátria, retirar narcoterroristas do hemisfério e proteger o país [EUA] das drogas que matam” a população.

“O presidente Trump ordenou a ação —e o Departamento de Guerra está cumprindo”, escreveu Hegseth na publicação. “O Hemisfério Ocidental é a vizinhança da América —e nós o protegeremos.”

Embora o Departamento de Defesa não tenha divulgado detalhes, a iniciativa reforça o foco do atual governo em intensificar a presença militar na América Latina e adotar uma abordagem mais agressiva no enfrentamento ao narcotráfico e aos grupos que Washington considera uma ameaça direta à segurança.

Os EUA vêm reforçando a presença militar na região desde setembro e, na terça (11), o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, chegou à América Latina a mando de Trump. O navio tem capacidade para carregar dezenas de aviões de combate e geralmente se desloca acompanhado de uma frota de apoio. No mesmo dia, a ditadura de Maduro anunciou mobilização massiva de forças terrestres, aéreas e navais.

O ditador é acusado pelos EUA de tráfico internacional e de corrupção, o que ele nega. Trump, por sua vez, tem justificado ataques contra embarcações na América Latina com o argumento de combate ao narcotráfico. Pelo menos 75 pessoas foram mortas em ações do tipo. Nenhuma evidência, no entanto, foi apresentada de que os barcos estivessem ligados ao tráfico de drogas.

O anúncio da nova operação ocorreu ainda após desdobramentos do caso de Jeffrey Epstein, um caso considerado sensível para o presidente. Na quarta, parlamentares democratas divulgaram emails atribuídos ao financista sugerindo que o atual presidente tinha ciência dos abusos sexuais que teriam sido cometidos e que passou horas com uma das vítimas.

O tema é caro à base trumpista e considerado sensível para o líder republicano, que sempre negou envolvimento nos abusos. Grupos que inclusive formam a base de apoio do presidente exigem que o Departamento de Justiça esclareça o conteúdo dos documentos e identifique envolvidos que ainda não teriam sido expostos no escândalo.

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