Segurança pública entra na disputa presidencial e governo perde força nas pesquisas; PL Antifacção será votado na terça

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São Paulo, 14 de novembro de 2025 – O assunto da semana em Brasília foi segurança pública. Oassunto ganhou força e já começa a impactar as pesquisas na corrida eleitoral. Rodada divulgadaao longo da semana mostrou que os números favoráveis ao governo reduziram, mas com resultadosmoderados. O tão debatido Projeto de Lei Antifacção, após idas e vindas, deve ser votado napróxima terça-feira.

O tema segurança resulta em, ao menos, dois pontos de atenção para o mercado. O primeiro deles oatraso na agenda econômica e avaliação de importantes projetos. A semana foi nula em relação aestes avanços. Não só pelo PL Antifacção ter monopolizado as atenções, mas também pela COP30, em Belém, que esvaziou Brasília.

Um segundo e importante ponto neste momento é o impacto sobre a corrida eleitoral. As primeiraspesquisas ligaram o sinal de alerta no Planalto. A avaliação do governo diminuiu, revertendo arecente tendência, e a diferença entre Lula e os principais adversários da direita tambémencurtou. Mesmo que as mudanças tenham sido limitadas, chama a atenção para o crescimento denomes de governadores. O avanço destes foi mais significativos do que candidaturas ligadas aoex-presidente Jair Bolsonaro.

A questão da segurança pública é especialmente sensível para o atual governo e suas pretensõesde reeleição. O governo já vinha tentando mudar sua imagem com a proposta da PEC de Segurança.Houve um reforçoi positivo com as recentes operações conta o crime organizado. Mas a direita,após a operação no Rio de Janeiro e seu impacto sobre a população, tentou retomar oprotagonismo na questão. Escalou o secretário de Segurança de Sáo Paulo, Gulherme Derrite, paraser o relator do PL Antifacção.

Após algumas derrapagens nas mudanças do texto e quatro versões, o governo conseguiu amenizar oimpacto negativo. O texto que vai à votação na terça terá algumas modificações, mas deve sermenos alterado do que as propostas iniciais. No balanço da semana, a disputa pela narrativa pareceestar quase empatada, mas o assunto promete muitas discussões e é importante acompanhar aspróximas pesquisas eleitorais.

Ainda em relação à disputa à presidência, a prisão do ex-presidente Bolsonaro está cada vezmais próxima. Com isso, cresce a pressão do Centrão sobre quem Bolsonaro irá apoiar na disputacom Lula. Os partidos querem um nome que não seja ligado à família. A definição de um candidatoo quanto antes é uma das pendências da direita para tentar avançar nas pesquisas. Recentemente, onome de Lula ganhou força por uma série de fatores, mas também por esse vácuo dos concorrentes.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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