Futuros ampliam queda; Brent cai para abaixo de US$ 60 com andamento de negociações entre Rússia e Ucrânia

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 16 de dezembro de 2025 – Os preços dos contratos futuros do petróleo ampliam asperdas registradas mais cedo, com o andamento das negociações para encerrar a guerra entre Rússiae Ucrânia. Além disso, os investidores manifestam preocupação com a fragilidade da recuperaçãoda economia chinesa. Essa combinação de fatores fez com que o Brent seja negociado abaixo dos US$60, o valor mais baixo desde maio.

O petróleo bruto está “se aproximando de níveis técnicos críticos”, afirma Peter Cardillo,da Spartan Capital. “Uma queda poderia em breve colocar o petróleo a US$ 50 à prova”. Além datendência de baixa do petróleo, “acreditamos que o mercado está cada vez mais precificando apossibilidade de um futuro acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia”, acrescenta.

“O preço do Brent caiu esta manhã para menos de US$ 60 por barril pela primeira vez em meses,enquanto o mercado avalia um possível acordo de paz que resultaria na disponibilidade de volumesadicionais de petróleo russo e em um aumento ainda maior da oferta no mercado”, disse o analista daRystad, Janiv Shah.

Nas negociações para encerrar a guerra entre Ucrânia e Rússia, os EUA ofereceram garantiasde segurança semelhantes às da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para Kiev. ARússia, por sua vez, afirmou que não está disposta a fazer quaisquer concessões territoriais,segundo a agência de notícias estatal TASS, que citou o vice-ministro das Relações Exteriores,Sergei Ryabkov.

“A dificuldade nas negociações será acompanhada pela contínua queda dos preços à medidaque entramos em 2026, com todas as previsões de ‘excesso de oferta’ associadas a esse ano. O Brentatingirá uma nova mínima no acumulado do ano, mas não cairá abaixo de US$ 55 por barril antes dofinal do ano”, afirma John Evans, analista da PVM Oil Associates.

“O petróleo russo armazenado em navios-tanque encontraria compradores com mais facilidade e osataques mútuos à infraestrutura energética cessariam”, acreditam analistas do Commerzbank. Noentanto, eles alertam que a atual fraqueza dos preços pode ser exagerada. “Uma expansãosignificativa da oferta de petróleo da Rússia é improvável, pois o país está vinculado àsmetas de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) e jáproduz próximo aos seus limites de capacidade”.

Além disso, contam pontos para a pressão descendente nas cotações os dados econômicosfracos da China, divulgados ontem, que “alimentaram ainda mais as preocupações de que a demandaglobal possa não ser forte o suficiente para absorver o recente crescimento da oferta”, afirma TonySycamore, analista de mercado da IG.

O crescimento da produção industrial na China desacelerou para o menor nível em 15 meses,segundo dados oficiais. As vendas no varejo também cresceram no ritmo mais lento desde dezembro de2022, durante a pandemia de COVID-19.

Por volta de 13h36 (horário de Brasília), o preço do contrato do petróleo WTI negociado naNymex com entrega para janeiro caía 2,37%, cotado a US$ 55,51 o barril. Já o preço do contrato doBrent negociado na plataforma ICE, com entrega para fevereiro recuava 2,29%, cotado a US$ 59,16 obarril.

Vanessa Zampronho / Safras News

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