IPCA-15 acelera e fecha ano com alta de 4,41%, dentro da meta do governo

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), considerado a prévia da inflação oficial, acelerou a 0,25% em dezembro, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (23). Com este resultado, o IPCA-15 fecha o ano com alta de 4,41%, dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, cujo teto é de 4,5%.

No mês passado, o índice ficou em 0,2% e há um ano de 0,34%. A aceleração ficou abaixo do esperado pelo mercado. Os economistas ouvidos pela agência de notícias Reuters previam alta de 0,27% no último mês do ano.

O anúncio do IBGE é um alívio para a equipe econômica do governo federal, que via o acumulado de 12 meses ser igual ou superior ao teto da meta desde fevereiro deste ano. A meta estipulada pelo CMN é de 3%, com uma variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

De acordo com o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta no mês de dezembro, sendo os setores de transportes e vestuário os responsáveis pelas maiores variações (0,69%). O grupo artigos de residência, por outro lado, registrou a quarta redução consecutiva na média de preços (-0.64%).

As demais variações ficaram entre o recuo de 0,01% do no grupo de saúde e cuidados pessoais e o aumento de 0,46% em despesas pessoais –esse último havia registrado aumento de 0,85% no mês anterior.

No setor de transportes, o principal impacto individual no índice do mês veio de passagem aérea , que subiu 12,71%. O transporte por aplicativo, por sua vez, teve alta de 9,00% e os combustíveis subiram 0,26%, após a queda de 0,46% em novembro, com altas de 1,70% no etanol e de 0,11% na gasolina . Já o gás veicular e o óleo diesel apresentaram recuos de 0,26% e 0,38%, respectivamente.

Os ônibus urbanos, no entanto, tiveram queda considerável (-0,69%), sobretudo devido às gratuidades concedidas aos domingos e feriados em Belém e Brasília, além da redução de tarifa em Curitiba.

No grupo vestuário (0,69%), destacam-se as altas nas roupas infantis (1,05%), feminina (0,98%) e masculina (0,70%).

Já o grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso no índice, variou 0,13%. A alimentação no domicílio apresentou queda na média de preços pelo sétimo mês consecutivo, sendo em dezembro de -0,08%. Contribuíram para esse resultado os recuos nos preços do tomate (-14,53%), do leite longa vida (-5,37%) e do arroz (-2,37%). No lado das altas, destacaram-se as carnes (1,54%) e as frutas (1,46%).

A alimentação fora do domicílio, por sua vez, registrou variação de 0,65% em dezembro, com as altas do lanche (0,99%), e da refeição (0,62%).

CIDADES

Quanto aos índices regionais, dez das onze áreas de abrangência tiveram alta em dezembro. A maior variação foi observada em Porto Alegre (0,50%), por conta das altas nas passagens aéreas (11,32%) e na energia elétrica residencial (5,86%).

Já o menor resultado ocorreu em Belém (-0,35%), com as quedas na hospedagem (-53,72%) e nos itens de higiene pessoal (-1,60%). Em novembro, a capital paraense sediou a COP30, a conferência do clima das Nações Unidas.

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