São Paulo, 2 de janeiro de 2026 – O governo brasileiro tomou conhecimento da decisão do governo daChina de aplicar salvaguarda a suas importações globais de carne bovina e acompanha o tema comatenção, segundo nota divulgada na quarta-feira (31/12) pelo Ministério do Desenvolvimento,Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A medida, com vigência a partir de 1º de janeiro e duração prevista de três anos, cria cotaanual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. As exportações que ultrapassarem a cotapagarão sobretaxa de 55%.
Segundo o comunicado do MDIC, o governo brasileiro tem agido de forma coordenada com o setor privadoe seguirá atuando junto ao governo chinês tanto em nível bilateral quanto no âmbito daOrganização Mundial do Comércio (OMC), com vistas a mitigar o impacto da medida e defender osinteresses legítimos dos trabalhadores e produtores do setor.
“As medidas de salvaguarda são instrumentos de defesa comercial previstos nos acordos daOrganização Mundial do Comércio (OMC) utilizados principalmente para lidar com surtos deimportação. A medida não tem por objetivo combater práticas desleais de comércio e é aplicadaàs importações de todas as origens”, prossegue a nota.
A China respondeu por 52% das vendas externas do setor em 2024. O Brasil, por sua vez, é aprincipal origem das importações do produto no mercado chinês, segundo o MDIC.
“Ao longo dos últimos anos, o setor pecuário brasileiro tem contribuído de maneira consistente econfiável para a segurança alimentar da China, com produtos sustentáveis e competitivos,submetidos a rigorosos controles sanitários”, finaliza a nota.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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