BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, repudiou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e afirmou que eles prejudicam a atividade SUS (Sistema Único de Saúde) de estados brasileiros que fazem fronteira com o país, caso do Amazonas e de Roraima.
“Sempre queremos e trabalhamos pela paz. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, escreve no X (antigo Twitter). “Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde.”
Ainda segundo a publicação do chefe da Saúde, o SUS já é impactado pela “situação da Venezuela”.
No texto, Padilha fez uma crítica direta aos Estados Unidos, ao citar a suspensão dos financiamentos feitos pelo país à Operação Acolhida, ação do governo brasileiro criada em 2018 para garantir atendimento a refugiados e migrantes venezuelanos.
“Os investimentos ficaram ainda maiores depois que os EUA suspenderam financiamentos que apoiavam a Operação Acolhida. O @minsaude, desde então, ampliou investimentos e profissionais na cidade e na área indígena, via a nossa Agência do SUS”, diz a publicação.
De acordo com o ministro, desde o início dos ataques dos EUA ao país vizinho, a pasta preparou a Agência SUS (área que dá suporte operacional especialmente para políticas voltadas à saúde indígena e atenção primária à saúde) e a Força Nacional do SUS, esta acionada em casos de esgotamento a capacidade de reação local.
Desde por volta de setembro de 2025, o governo de Donald Trump iniciou uma operação no entorno da Venezuela sob alegações de combater o narcotráfico no país, com forte mobilização militar. Neste sábado (3), os EUA atacaram o país e capturaram o ditador Nicolás Maduro.
A manifestação de Padilha foi publicada antes do posicionamento oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também criticou os ataques, classificando a ação como inaceitável. Diante da crise internacional, o governo convocou uma reunião de emergência com ministros que estão em Brasília.