Atenção a trocas de ministros, falas de Trump, acordo Mercosul-UE e indicadores

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São Paulo, 7 de janeiro de 2026 – Nesta quarta-feira, o mercado acompanha as notícias sobre aspossíveis trocas ministeriais do governo Lula. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, játeria sinalizado ao presidente que desejaria deixar o ministério até o fim desta semana, enquantoo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer sair até fevereiro. O presidente cumpre agenda dereuniões no Palácio do Planalto após recesso de fim de ano.

No radar internacional, os investidores digerem as declarações do presidente dos Estados Unidos,Donald Trump, de que a Venezuela entregará de 30 a 50 milhões de barris de petróleo sancionadoaos Estados Unidos, que serão vendidos a preço de mercado, após a retirada de Nicolás Maduro porforças estadunidenses no fim de semana.

Na Europa, hoje está prevista a reunião de ministros da agricultura da União Europeia paraconvencer países do bloco europeu que estão indecisos a aderirem ao acordo de livre comércio como Mercosul.

Na agenda indicadores, os destaques do dia são os dados de emprego dos Estados Unidos. Os dadossobre a criação de emprego no setor privado em dezembro serão publicados às 10h15 pela ADP. Aprevisão é de criação de 48 mil vagas. O relatório Jolts, com os dados sobre as contrataçõese demissões de novembro será publicado às 12h pelo Departamento do Trabalho. A previsão é de7,64 milhões de vagas abertas.

Nos EUA também saem dados de encomendas às fábricas de outubro, às 12h, publicados peloDepartamento de Comércio. A previsão é de queda de 1,2% em base mensal.

O índice ISM do setor de serviços de dezembro será publicado às 12h pelo ISM. A previsão é de52,2 pontos.

A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30pelo Departamento de Energia (DoE). Não há previsões.

Na Ásia, o Jibun Bank e a S&P Global divulgaram o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla eminglês) composto do Japão, que caiu de 52,0 em novembro para 51,1 na leitura final de dezembro. Oindicador, entretanto, permaneceu acima do patamar neutro de 50, ou seja, indicando expansão daatividade. O PMI de serviços cedeu de 53,2 para 51,6 no mesmo período, ainda em território deexpansão.

Na Alemanha, a taxa de desemprego do país permaneceu em 6,3% em novembro em relação ao mêsanterior, segundo o Departamento de Estatísticas do país (Destatis) e a agência nacional deemprego. O dado ficou alinhado à previsão de 6,3%. O Destatis também informou que as vendas novarejo da Alemanha caíram 0,6% em novembro de 2025 ante outubro, segundo dados publicados nestaquarta-feira. A previsão era de alta de 0,2% em base mensal.

Na Eurozona, o índice harmonizado de preços ao consumidor (HICP, da sigla em inglês) dos paísesque compõem a zona do euro subiu 2% em dezembro na comparação com omesmo período de 2024, abaixo dos 2,1% registrados em novembro, segundo dados preliminaresdivulgados pela agência de estatísticas Eurostat. Em base mensal, os preços ao consumidor subiram0,2% em dezembro de 2025. O índice veio dentro do previsto pelo mercado.

Por aqui, o Banco Central (BC) divulga, às 14h30, o fluxo cambial referente à semana anterior.

CORPORATIVO

A Brava Energia (BRAV3) divulgou dados de produção preliminares e não auditados do mês dedezembro de 2025. A companhia encerrou o ano passado com produção média de 81,3 mil boe/d, umaumento de 46% em relação ao ano anterior, com destaque para Papa-Terra e Atlanta, que registraramos seus melhores resultados anuais históricos de produção e eficiência operacional. No 4T25, aBrava registrou produção média de 76,8 mil boe/d. O resultado no trimestre foi impactado pormanutenções programadas em ativos do portfólio e não reflete a capacidade atual de produção dacompanhia. No trimestre anterior, a produção foi de 91,8 boe/d.

No mês de dezembro, a companhia registrou produção média de 74,6 mil boe/d, alta de 6,0% emrelação ao mês anterior. O resultado do mês é justificado pelo retorno de Atlanta e Papa-Terrapara patamares normalizados de produção, após manutenção programada e intervenções durante omês de novembro, parcialmente compensado pela parada programada em Parque das Conchas, pelainterdição temporária de instalações em Potiguar e a redução na demanda de gás em Manati.

A Petrobras confirmou que houve vazamento de fluido de perfuração de poço na Foz do Amazonas nodomingo (4). O problema deve paralisar a exploração por 15 dias. Segundo a empresa, não háproblemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. “Aocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, destacou aempresa em nota. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável,portanto não houve danos ao meio ambiente ou às pessoas. Ontem (6), os papéis da empresa ficaramentre as maiores baixas (ON -1,92%, a R$ 31,15; e PN -1,85%, a R$ 29,64), com investidorespreocupados com a futura concorrência do óleo da Venezuela. A queda no preço do petróleo e umvazamento de fluido na perfuração do poço na Foz do Amazonas também pesaram sobre as ações.

Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)

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