São Paulo, 7 de janeiro de 2026 – A XP reduziu projeção para o IPCA de 2026, de 4,2% para 4,0%,em linha com os preços ao atacado bem-comportados e cotações do petróleo mais baixas. “Prevemosinflação de 4,0% também em 2027, refletindo a desancoragem persistente das expectativas de médioprazo”, aponta a empresa, em relatório.
Segundo o documento, prêmio de risco e déficit externo ainda elevados são obstáculos paraapreciação adicional do real. “Projetamos a taxa de câmbio em 5,60 reais por dólar em 2026 e5,80 em 2027″.
Na avaliação da XP, o banco central deve iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic em março.”Prevemos cinco reduções de 0,50 p.p. até 12,50%; seguidas de uma pausa para avaliação. Em umcenário de ajuste fiscal insuficiente após as eleições, vemos espaço limitado para novoscortes. Projetamos a Selic em 11,00% no final de 2027″.
O mercado de trabalho aquecido e impulsos fiscais devem manter o crescimento do PIB próximo aopotencial no curto prazo. Projetamos 2,3% em 2025 e 1,7% em 2026. Porém, incertezas políticas,medidas de ajuste fiscal e condições financeiras ainda apertadas tendem a pesar sobre o PIB de2027, para o qual prevemos alta de 1,2%”.
A provável reaceleração do PIB este ano e preços de commodities mais baixos devem manter odéficit em conta corrente elevado (3,0% do PIB). Para 2027, a demanda interna mais fraca devecontribuir para moderar as importações de bens e serviços, reduzindo o déficit para 2,4%.
Com novas receitas, o governo deve cumprir as metas de resultado primário de 2026 e 2027. “Noentanto, avaliamos que reformas do lado das despesas serão fundamentais a partir do próximo ano,de forma a garantir a sustentabilidade do arcabouço fiscal e estabilizar a dívida pública”.
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