Porto Alegre, 8 de janeiro de 2026 – Com recordes sucessivos mês a mês, 2025 entra para ahistória como o maior já registrado nas exportações de carne bovina pelo Brasil. Foram ao todo3,50 milhões de toneladas, um incremento de 20,9% em relação a 2024. O volume exportadomovimentou US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior. Os dadossão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelaAssociação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões detoneladas, crescimento de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Somadastodas as categorias: in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas, os embarquesbrasileiros alcançaram mais de 170 países, ampliando a presença internacional do setor ediversificando destinos.
A China foi o principal destino da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% dovolume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que somaram US$ 8,90 bilhões. Em seguida,destacaram-se os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão. Na sequência, vêm oChile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões), a União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06bilhão), a Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e o México (118,0 mil toneladas; US$645,4 milhões).
Na comparação com 2024, houve crescimento em volume na maior parte dos principais destinos. Asexportações para a China avançaram 22,8% no acumulado do ano, enquanto os Estados Unidosregistraram alta de 18,3%. A União Europeia apresentou crescimento de 132,8%, e o Chile, de 29,8%.Também se destacaram os aumentos para a Argélia (+292,6%), o Egito (+222,5%) e os Emirados ÁrabesUnidos (+176,1%).
Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o desempenho de 2025 demonstra a resiliência e amaturidade do setor. O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo,conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como otarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu aindamais fortalecida.
Os resultados de 2025 refletem a atuação conjunta da ABIEC, de suas empresas associadas e dosetor público, com destaque para a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto SetorialBrazilian Beef, e para o diálogo permanente e o apoio do Ministérios da Agricultura e Pecuária(Mapa), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores(MRE), além da interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Para 2026, a avaliação da Associação é de otimismo com realismo, com expectativa deestabilidade em patamar elevado após dois anos consecutivos de forte crescimento e ambientefavorável ao avanço em mercados estratégicos. Entramos em 2026 com negociações ativas eperspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm altopotencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua, em parceria entre o setor privadoe o governo. A visão é de um crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade emaior valor agregado, e sempre atento às questões geopolíticas, conclui Perosa.
Dezembro
No mês de dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receitade US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelosEstados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia (11,9 miltoneladas).
Com informações da Abiec.
Revisão: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)
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