CNI avalia que acordo com UE é avanço importante para indústria brasileira

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

Porto Alegre, 9 de janeiro de 2026 – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera aaprovação do acordo Mercosul-União Europeia pelo bloco europeu, anunciada nesta sexta-feira (9),um passo significativo para avançar na inserção internacional do Brasil e para o fortalecimentoda indústria nacional. Em negociação há mais de duas décadas, o acordo é o mais moderno eabrangente já negociado pelo Mercosul e prevê impactos econômicos e sociais expressivos. Em 2024,a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

O sinal verde da UE é fundamental para avançar nas próximas etapas: assinatura,internalização, ratificação e implementação, que dependem de diálogo com os parlamentos e coma sociedade. A aprovação do acordo é um passo decisivo e cria as condições políticasnecessárias para avançarmos rumo à assinatura. Esperamos que esse processo seja concluído oquanto antes, para que possamos transformar esse avanço institucional em oportunidades concretas decomércio, investimentos e aumento da competitividade do país, avalia o presidente da CNI, RicardoAlban.

Segundo a CNI, o acordo deve promover impactos mais significativos sobre os investimentosbilaterais, ao ampliar a previsibilidade regulatória, reduzir barreiras tarifárias e fortalecerdisciplinas relacionadas à facilitação de comércio e investimentos. Esse ambiente mais estávelfavorece a competitividade das empresas, estimula o comércio intrafirma, reduz custos operacionaisnas cadeias globais de valor e cria condições mais favoráveis para a internacionalização deempresas brasileiras e a atração de investimentos estrangeiros diretos. O acordo é um marco naestratégia de inserção internacional do Brasil com impacto no redesenho dos fluxos de comércio einvestimentos mundiais, completa o presidente da instituição.

Antes mesmo da entrada em vigência do acordo, os dados do comércio bilateral já demonstram arelevância da parceria entre o Brasil e a UE. Em 2024, a União Europeia foi destino de US$ 48,2bilhões das exportações brasileiras, o equivalente a 14,3% do total exportado pelo país, epermanece como o segundo principal mercado externo do Brasil; e no mesmo período, o bloco respondeupor US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras, 17,9% do total, e reforçou seu papel comoparceiro estratégico para o abastecimento de insumos, tecnologias e bens industriais.

As informações são da assessoria de comunicação da CNI.

Revisão: Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

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