Superávit comercial atinge US$ 3,8 bilhões até o momento em janeiro

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

Brasília, 19 de janeiro de 2026 – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,757bilhões até o momento em janeiro, com alta de 222% sobre 2025. Os dados foram divulgados peloMinistério do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços.

No período , as exportações cresceram 18,0% e somaram US$ 14,99 bilhões. As importaçõescaíram 2,6% e totalizaram US$ 11,23 bilhões. A corrente de comércio aumentou 8,2%, alcançandoUS$ 26,22 bilhões.

Até a 3º Semana de Janeiro/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 16,6% emAgropecuária, que somou US$ 2,21 bilhões; crescimento de 32,6% em Indústria Extrativa, que chegoua US$ 4,85 bilhões e, por fim, crescimento de 10,9% em Indústria de Transformação, que alcançouUS$ 7,85 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintesprodutos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (157,9%), Milho não moído, excetomilho doce (50,1%) e Soja (164,5%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados(240,3%), Minérios de metais preciosos e seus concentrados (4.171,8%) e Óleos brutos de petróleoou de minerais betuminosos, crus (33,9%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigeradaou congelada (54,4%), Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço(74,9%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (119,8%) naIndústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintesprodutos registraram diminuição nas vendas: Trigo e centeio, não moídos (-38,2%), Café nãotorrado (-32,6%) e Algodão em bruto (-16,4%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos)(-65,1%), Minérios de níquel e seus concentrados (-100%) e Minérios de alumínio e seusconcentrados (-70,1%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-55,1%), Tabaco,descaulificado ou desnervado (-57,7%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial(-49,5%) na Indústria de Transformação.

Importações

Até a 3º Semana de Janeiro/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômicafoi o seguinte: queda de -26,0% em Agropecuária, que somou US$ 0,23 bilhões; queda de -8,0% emIndústria Extrativa, que chegou a US$ 0,51 bilhões e, por fim, queda de -1,7% em Indústria deTransformação, que alcançou US$ 10,41 bilhões. A combinação destes resultados motivou a quedadas importações.

O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintesprodutos: Trigo e centeio, não moídos (-23,8%), Cacau em bruto ou torrado (-99,9%) e Látex,borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-45%) na AgropecuáriaOutros minerais em bruto (-26,1%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-9,9%) e Óleosbrutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-20,5%) na Indústria Extrativa ; Óleoscombustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-16,2%), Motores emáquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-59,8%) eGeradores elétricos giratórios e suas partes (-54%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento:Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (6,8%), Milho não moído, exceto milho doce (25,6%) eCenteio, aveia e outros cereais, não moídos (200,7%) na Agropecuária; Minérios de alumínio eseus concentrados (86,1%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (119,7%) e Gásnatural, liquefeito ou não (25,9%) na Indústria Extrativa ; Cobre (155,2%), Veículos automóveisde passageiros (114,1%) e Veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais(43,6%) na Indústria de Transformação.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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