BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou para esta quinta-feira (22) a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no local conhecido como Papudinha.
Essa será a primeira conversa entre os dois desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi definido, em dezembro, como o candidato da direita para as eleições presidenciais de 2026, em uma corrida que também era disputada pelo governador.
Tarcisio poderá ficar das 8h às 10h com Bolsonaro na sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde Bolsonaro cumpre pena pela tentativa de golpe de Estado.
Os dois estiveram juntos pela última vez em setembro passado, quando o ex-presidente ainda estava em prisão domiciliar. O governador deixou de ir à cerimônia de posse do ministro Edson Fachin, presidente do STF, para visitar o aliado.
Ne mesma decisão em que libera a visita de Tarcisio, Moraes autorizou a visita de Diego Torres Dourado, irmão de Michelle Bolsonaro, no dia 28 de janeiro, e de Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia, no dia 29.
O pedido para que o encontro ocorresse foi protocolado pela defesa de Bolsonaro nesta segunda-feira (19), dias após ele ser transferido de uma sala na sede da PF para a Papudinha.
Para aliados do ex-presidente, Tarcísio teve papel relevante na transferência porque atuou junto a ministro do Supremo pedindo que Bolsonaro fosse colocado em regime domiciliar.
Apesar de Moraes não ter autorizado que o ex-presidente ficasse preso em casa, a mudança para a Papudinha foi vista como positiva por pessoas próximas a Bolsonaro.
Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi retirado do regime domiciliar e enviado para a Superintendência da PF em Brasília em novembro, após tentar violar a sua tornozeleira eletrônica.
Seus médicos atribuíram o episódio a uma confusão mental causada por medicamentos. Segundo especialistas, os remédios usados pelo ex-presidente são seguros e em casos raros podem causar delírio.
Desde que o ex-presidente foi colocado em regime fechado, sua defesa fez uma série de pedidos a Moraes, de SmartTV a redução de ruídos do ar-condicionado, e a família tem falado em supostos riscos à saúde que ele correria fora de casa. A mobilização aumentou após Bolsonaro sofrer uma queda, e os exames detectarem traumatismo craniano leve.