Ações caem, sob efeito das ameaças de guerra tarifária dos EUA por conta da Groenlândia e discurso de Trump

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 21 de janeiro de 2026 – Os principais índices do mercado de ações europeu operamem queda na manhã desta quarta-feira, ainda sob o espectro das novas ameaças tarifárias a paísesda Europa por parte dos EUA. Há também a expectativa pelo discurso do presidente norte-americano,Donald Trump, em Davos, na Suíça.

Até o momento, Trump deu poucos indícios de que irá reduzir a tensão, e os investidorespermanecem apreensivos enquanto aguardam seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos aindahoje.

“Do ponto de vista do investidor, é bastante perigoso focar demasiado no que Trump dizdiariamente. Há muitas dúvidas sobre se as tarifas serão realmente impostas, mas mesmo que sejam,não representariam um impacto sísmico para a economia”, afirma Oliver Jones, diretor de alocaçãode ativos da Rathbones.

“Para evitar qualquer dúvida, minha premissa de trabalho aqui é que não há necessidade dehisteria, e que as ameaças tarifárias de Trump são uma forma de obter poder de barganha nasnegociações, com o manual de ‘escalar para depois desescalar’ entrando mais uma vez em ação.Espero plenamente avanços na busca por um ‘meio-termo’ ainda”, diz Michael Brown, estrategistasênior da Pepperstone.

Os investidores aguardam o discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial. “O maior problema coma atual política tarifária dos EUA é que ninguém tem certeza de como ela será nos próximosdois, quatro, seis ou oito anos”, afirma Ken Griffin, CEO da Citadel. “Acho que as pessoas têmmuita dificuldade em acreditar que o atual regime tarifário irá persistir devido ao histórico debaixas tarifas dos EUA. Os efeitos colaterais têm sido negativos, com a ruptura de relaçõescomerciais de longa data e o aumento da inflação”, acrescenta.

“O dólar permanece vulnerável, já que o presidente Trump pode não suavizar sua posiçãosobre os planos de aquisição da Groenlândia em um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos,ainda hoje”, afirmam analistas da Monex Europe. “Qualquer redução na retórica comercial poderiaimpulsionar uma recuperação dos ativos americanos, mas isso parece improvável, dadas astendências anteriores de Trump”, complementam.

O FTSE londrino cai, sob efeito também de dados de inflação do Reino Unido. O índice depreços ao consumidor de dezembro subiu 3,4% em base anual, e o índice do produtor subiu 0,8% namesma base de comparação.

“Continuamos a esperar que a inflação geral caia significativamente em 2026 e mantemos aopinião de que o Banco da Inglaterra fará três cortes nas taxas de juros, em março, junho esetembro”, afirmam analistas do Goldman Sachs.

Confira abaixo a variação e a pontuação dos índices europeus às 9h52 (horário deBrasília):

FTSE-100 (Londres): -0,22%; 10.104,87 pontosDAX-30 (Frankfurt): -0,99%, 24.456,45 pontosCAC-40 (Paris): -0,16%, 8.039,06 pontosFTSE MIB (Milão): -1,18%; 44.186,33 pontosIBEX-35 (Madri): -0,79%, 17.291,00 pontosSMI-20 (Zurique): -0,59%; 13.092,53 pontosPSI-20 (Lisboa): -0,22%, 8.425,29 pontos

Vanessa Zampronho / Safras News

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