São Paulo, 26 de janeiro de 2026 – A Atlas Critical Minerals abre nesta segunda-feira (26) asessão de negócios da Nasdaq, às 9h30 no horário de Nova York e 11h30 no horário de Brasília,menos de um mês depois de iniciar a negociação de suas ações sob o código ATCX
A mineradora, focada em terras raras e outros minerais críticos, é hoje a única companhia nopaís com esse perfil listada na bolsa de tecnologia americana, ainda dominada por empresas detecnologia, serviços financeiros, varejo e educação.
As ações da Atlas Critical Minerals passaram a ser negociadas em janeiro, após a empresaprecificar uma oferta pública inicial a 8 dólares por papel, em operação ampliada em relaçãoao plano original, com demanda superior ao volume de ações ofertado. A oferta levantou cerca de 11milhões de dólares em recursos brutos, considerando o exercício de lote suplementar.
De acordo com a empresa, o foco foi em listar no Nasdaq e não o montante de recursos, evitandodiluição precoce. Desde então, o papel vem movimentando mais de 3 milhões de dólares porsessão, nível de liquidez considerado elevado para uma junior miner recém-listada, e járegistrou ganhos relevantes em relação ao preço do IPO.
Os recursos captados estão sendo direcionados ao desenvolvimento de um portfólio de mais de 218mil hectares em direitos minerais no Brasil, que inclui projetos de terras raras, titânio, grafitede grau nuclear e minério de ferro, além de outros minerais considerados críticos para cadeiasglobais de tecnologia e transição energética.
A maior parte dos ativos se concentra em Minas Gerais e Goiás, com áreas de terras raras naregião do Alto do Paranaíba e em áreas de alta lei em Goiás, projetos de grafite no nordeste deMinas e uma operação inicial de minério de ferro no Quadrilátero Ferrífero, que iniciougeração de receita em 2025.Essa frente de minério de ferro foi estruturada para gerar caixa deforma mais rápida e ajudar a financiar projetos de maturação mais longa em terras raras e outrosminerais estratégicos.
A abertura da sessão desta segunda-feira será conduzida por Marc Fogassa, Chairman e CEO da AtlasCritical Minerals. Brasileiro com formação de MIT e Harvard Business School, e controlador dogrupo Atlas, Fogassa também comanda a Atlas Lithium, empresa dedicada ao desenvolvimento deprojetos de lítio em Minas Gerais e igualmente listada na Nasdaq, o que o coloca em um grupo rarode executivos à frente, simultaneamente, de duas companhias com ações negociadas na bolsa detecnologia americana.
Esse arranjo remete a casos pouco frequentes na história recente do mercado, como o de Steve Jobs,que acumulou a liderança de Apple e Pixar quando as duas empresas eram listadas no Nasdaq ao mesmotempo.
A Atlas Lithium, que listou no Nasdaq em 2023, detém participação de aproximadamente 21% nacompanhia de minerais críticos. Na prática, o grupo opera duas plataformas complementares naNasdaq: uma voltada ao lítio, com a Atlas Lithium, e outra dedicada a terras raras e demaisminerais críticos, com a Atlas Critical Minerals. Essa estrutura permite segmentar a captação derecursos por tese de investimento, dar maior visibilidade ao portfólio de minerais críticos e, aomesmo tempo, preservar o foco do negócio de lítio.
O movimento de listagem e a abertura de sessão acontecem em um momento em que cadeias de suprimentode minerais críticos ganham centralidade em agendas de política industrial e segurançaenergética de grandes economias. Terras raras, grafite de alta pureza, lítio e outros insumosassociados ao portfólio do grupo são considerados componentes essenciais para a transiçãoenergética, a eletrificação de frotas, a fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho, ainfraestrutura de data centers e aplicações de defesa.
O Brasil é apontado em estudos geológicos como detentor de importantes reservas e potencial emterras raras e outros minerais estratégicos, mas ainda está em fase de construção de escalaprodutiva, o que torna o acesso a capital um fator essencial para viabilizar projetos intensivos eminvestimento e de longo prazo.
Com a abertura do pregão desta segunda-feira na Nasdaq, a Atlas Critical Minerals busca consolidarsua presença no mercado de capitais global e reforçar a tese de que uma mineradora podetransformar um amplo banco de direitos minerais em projetos economicamente viáveis em terras raras,grafite e outros minerais críticos.
As informações são da Atlas Critical Minerals.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
Copyright 2026 – Grupo CMA