Gilmar Mendes defende Toffoli e diz que ministro tem 'compromisso com a Constituição'

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, usou as redes sociais nesta segunda-feira (26) para fazer uma defesa do colega Dias Toffoli, que é alvo de questionamentos por sua condução do caso do Banco Master e potenciais conflitos de interesse com investigados.

“O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”, escreveu Gilmar Mendes no X.

“No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso.” O texto faz referência ao parecer da PGR que negou afastamento de Toffoli do caso.

“A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”, finalizou Gilmar.

Gilmar sai em defesa do colega em momento no qual Toffoli sofre pressão para deixar a supervisão do caso do Banco Master. A interlocutores Toffoli disse que, neste momento, descarta abdicar do processo por não ver elementos que comprometam a sua imparcialidade.

O ministro tomou medidas como a imposição do mais alto grau de sigilo ao caso, acareação de investigados com diretor do Banco Central e armazenamento das provas no seu gabinete -uma parte das decisões foi depois revertida.

Também vieram à tona potenciais conflitos de interesse com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Dois irmãos e um primo do ministro foram sócios do cunhado de Vorcaro no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

Nesta segunda-feira, a Folha de S. Paulo mostrou que o presidente Lula (PT) está irritado com Toffoli pelo que considera um desgaste institucional do Supremo. Ele tem dito a auxiliares que Toffoli deveria abrir mão da condução do inquérito ou renunciar à cadeira do tribunal.

Na semana passada, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, também publicou nota em que defende a atuação de Toffoli, embota atue nos bastidores pela implementação de um Código de Ética para a corte.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, ele afirmou que a maioria dos ministros é favorável à edição do código, mas entende que não é o momento para avançar nessa pauta. “Eu entendo que o Supremo chegou a um momento de seu aprendizado que tem maturidade institucional para dizer “sim, (as regras) são necessárias”, disse o ministro.

Voltar ao topo