Petrobras descobre 1,7 barril para cada um produzido e expande reservas em 6%

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras ampliou em 6% suas reservas de petróleo e gás em 2025, atingindo a marca de 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente. O aumento, de 1,7 bilhão de barris em relação ao ano anterior, mais do que compensou a produção de um bilhão de barris no ano.

Isso significa que, para cada barril produzido, a Petrobras descobriu novos 1,7 barril de petróleo e gás. A adição de novas reservas ocorreu principalmente em campos gigantes já em produção no pré-sal, como Tupi, Itapu e Mero.

Mas também há reflexos do avanço de projetos na bacia de Sergipe-Alagoas, que foram descobertos nos anos 2010 mas até hoje não iniciaram operações.

Em nota, a estatal afirmou que a adição significativa de novas reservas é reflexo do foco na geração de valor para a sociedade e acionistas, e da busca por “garantir a segurança energética necessária para o desenvolvimento sustentável do país e para uma transição energética justa”.

A companhia defendeu, porém, que “é essencial seguir investindo na maximização do fator de recuperação dos ativos já descobertos, na exploração de novas fronteiras e diversificação do portfólio exploratório no Brasil e no exterior para repor as reservas de petróleo e gás”.

A estatal e área energética do governo venceram em 2025 uma disputa com técnicos do Ibama (Instituto do Meio Mabiente e Recursos Naturais Renováveis) pela autorização do primeiro poço exploratório em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas.

Como argumento principal, alegaram que a produção do pré-sal tende a entrar em declínio a partir da próxima década, o que poderia levar o Brasil novamente à condição de importador de petróleo. Hoje, o país exporta mais de metade da sua produção.

O argumento é questionado por organizações ambientalistas, que na manhã desta quarta-feira (28) entregaram documento ao governo propondo cronograma para o fim dos leilões de petróleo no país e a criação de zonas de exclusão para a atividade.

“Temos visto a Petrobras descobrir novas reservas todos os anos. Então, o pré-sal não está em declínio, ele vai crescer”, disse em entrevista Nicole Oliveira, diretora do Instituto Arayara.

Para as organizações, a Petrobras deveria deixar de perseguir a maximização da produção e passe a operar sob o princípio da produção mínima necessária, utilizando campos já existentes para atender à demanda doméstica.

Na nota divulgada nesta quarta, a Petrobras diz que, ao fim de 2025, a relação entre reservas provadas e produção estava em 12,5 anos. Isto é, mantendo o ritmo de produção atual e sem nenhuma nova descoberta, o país tem petróleo até 2038.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou em dezembro a elaboração de diretrizes para um mapa do caminho para o fim do consumo de combustíveis fósseis no país. O trablaho deve ser concluído até o início de fevereiro.

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