São Paulo, 5 de fevereiro de 2026 – A Shell reportou lucro líquido de US$ 4,134 bilhões noquarto trimestre de 2025, alta de 345,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas,comparando com o terceiro trimestre, a queda no lucro foi de 22%. Em base anual, a receita somou US$64,093 bilhões, uma queda de 3,3%.
Em todo o ano de 2025, os lucros subiram 11% e somaram US$ 17,838 bilhões. As receitas somaramUS$ 266,886 bilhões, 6,1% menores do que no ano anterior.
Segundo a Shell, o resultado refletiu movimentos tributários desfavoráveis, incluindo areavaliação anual (sem efeito de caixa) de impostos diferidos, margens de Marketing mais baixas,preços realizados mais baixos e maiores despesas operacionais.
A Shell também informou que as distribuições totais aos acionistas no trimestre totalizaramUS$ 5,5 bilhões, compostas por recompras de ações de US$ 3,4 bilhões e dividendos em dinheiropagos aos acionistas da Shell de US$ 2,1 bilhões. Os dividendos a serem pagos aos acionistas daShell referentes ao quarto trimestre de 2025 somam US$ 0,372 por ação.
A Shell já concluiu US$ 3,5 bilhões em recompras de ações anunciadas na divulgação dosresultados do terceiro trimestre de 2025. Hoje, a petrolífera britânica anunciou um programa derecompra de ações de US$ 3,5 bilhões, que deve ser concluído até o anúncio dos resultados doprimeiro trimestre de 2026.
O fluxo de caixa das atividades operacionais no quarto trimestre de 2025 foi de US$ 9,4bilhões, impulsionado principalmente pelo EBITDA ajustado, entradas de capital de giro de US$ 1,3bilhão e dividendos (líquidos de lucros) de joint ventures e coligadas de US$ 900 milhões. Essasentradas foram parcialmente compensadas por pagamentos de impostos de US$ 2,6 bilhões e saídaslíquidas relacionadas ao impacto temporal de pagamentos de certificados de emissões e programas debiocombustíveis de US$ 800 milhões.
A produção total de petróleo e gás avançou para 2,859 milhões de barris de óleoequivalente por dia, alta de 1% na comparação anual. O retorno sobre o capital empregado (ROACE)se manteve em 9,4% em base trimestral, mas caiu em base anual.
A divisão de Gás Integrado teve queda de 22% no lucro ajustado, em base trimestral, para US$1,839 bilhão, impactada pelos mesmos motivos da queda nos lucros. O upstream subiu 114% em basetrimestral, para US$ 3,648 bilhões, por conta de preços realizados de líquidos mais baixos emaiores despesas operacionais, parcialmente compensados por um movimento favorável comparativorelacionado ao rebalanceamento de participações no Brasil no terceiro trimestre de 2025
Na contramão, o segmento de Marketing teve prejuízo de US$ 99 milhões, refletindo margensmais altas de Marketing e Mobilidade, por conta de margens menores em Mobilidade e Lubrificantesdevido ao impacto sazonal de volumes mais baixos e margens menores em Setores e Descarbonização,além de movimentos tributários desfavoráveis (US$ 285 milhões), que incluíram a reavaliação(sem efeito de caixa) de imposto diferido em uma joint venture.
Já o setor de Produtos Químicos e Produtos também teve prejuízo de US$ 560 milhões,impulsionado principalmente por menor atividade de trading e otimização e parcialmente compensadaspor margens de refino mais altas. Além disso, o resultado reflete maiores despesas operacionais emovimentos tributários desfavoráveis. As operações em Renováveis e Soluções Energéticasregistraram prejuízo de US$ 98 milhões.
A dívida líquida da Shell aumentou para US$ 45,687 bilhões, maior que os US$ 41,204 bilhõesdo trimestre anterior. O índice de endividamento subiu para 20,7%.
Vanessa Zampronho / Safras News
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