São Paulo, 9 de fevereiro de 2026 – Sindicalistas rurais indianos e partidos de oposiçãoconvocaram protestos nacionais contra o novo acordo comercial India-EUA, alegando que ele ameaça osetor agrícola ao permitir mais importações americanas, apesar de o governo afirmar que itensessenciais como arroz, trigo, milho e laticínios estão protegidos. O acordo, que concede acessoisento de tarifas ao mercado americano para produtores indianos de arroz basmati, frutas,especiarias, café e chá, reacende memórias dos protestos contra as leis agrícolas de 2020-21,que foram revogadas sob pressão. Líderes como Rakesh Tikait destacam a vulnerabilidade dosagricultores indianos, com menores propriedades, subsídios inferiores e infraestrutura precáriafrente aos produtores dos EUA.
A coalizão Samyukt Kisan Morcha (SKM), reunindo mais de 100 grupos rurais, marcou protestospara 12 de fevereiro, alertando que produtos agrícolas subsidiados dos EUA deprimiriam preçosdomésticos e afetariam rendas rurais. Eles criticam a redução de tarifas sobre óleo de sojabruto (atualmente em 16,5%), que prejudicaria produtores locais de oleaginosas, e chamam o acordo de”rendição completa” a multinacionais agrícolas americanas. Produtores de maçãs no vale deCaxemira também protestam, exigindo tarifas acima de 100% sobre maçãs dos EUA, pois mais de 700mil famílias dependem da horticultura em estados chave.
O partido Congress, de oposição, rotulou o pacto como “rendição total” de interessesnacionais e agrícolas, questionando a ausência de listas detalhadas de produtos e tarifasdivulgadas pelo governo. Líderes rurais demandam mais detalhes, temendo que a India se torne um”aterro sanitário” para exportações americanas, conforme declaração da secretária deAgricultura dos EUA, Brooke Rollins, que celebrou o impulso a vendas rurais nos EUA.
Vanessa Zampronho / Safras News
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