Produzida na Argentina, picape RAM Dakota estreia no Brasil

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A picape RAM Dakota chega ao mercado brasileiro em duas configurações. Poderia ser uma reestreia, mas apenas o nome remete à versão produzida no Paraná pela extinta Daimler Chrysler no fim da década de 1990.

O novo modelo vem da Argentina e compartilha motor e plataforma com a Fiat Titano. Partes como caçamba, portas e vidros são os mesmos para ambas, e as mudanças mais perceptíveis estão na dianteira e no interior.

A cabine da Dakota traz revestimentos de boa aparência, com partes macias que remetem aos SUVs de luxo. A versão Fiat é mais simples, voltada para o trabalho e com acabamentos feitos de plásticos pintados de preto.

O quadro de instrumentos e a central multimídia da picape RAM estão reunidos em um único bloco de telas, enquanto a Titano traz um mostrador menor e separado para exibir informações da navegação e do som.

As diferenças se refletem no preço. Enquanto a Fiat custa R$ 263.990 na versão Volcano 2.2 a diesel (200 cv), que traz câmbio automático, a Dakota Warlock parte de R$ 289.990, sendo a mais em conta da linha. Os conjuntos mecânicos são idênticos.

Há também a versão Laramie (R$ 289.990), que vem com forrações pintadas de cinza e marrom (a Warlock tem revestimentos pretos e pneus de uso misto).

Ambas as opções da RAM são equipadas com seis airbags, ar-condicionado com duas zonas de temperatura, partida por botão e ajustes elétricos dos bancos.

Dakota e Titano são derivadas da picape chinesa Changan Hunter, que também deu origem à Peugeot Landtrek. No passado, a origem era americana.

Lançada nos EUA em 1986, a Dodge Dakota chegou ao Brasil em 1998 já na segunda geração. Foi produzida em Campo Largo (PR) e teve versões com motores a diesel ou a gasolina, incluindo o 5.2 V8 associado a um câmbio automático de quatro marchas.

Às vésperas de iniciar a montagem da picape no Brasil, o grupo Chrysler se uniu à Daimler, dona da Mercedes-Benz. Os alemães, que detinham a maior parte das ações, fizeram cortes globais e, em 2001, encerraram a produção paranaense da picape.

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