Petrolífera amplia prejuízo no 4T25, para US$ 3,422 bilhões

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São Paulo, 10 de fevereiro de 2026 – A petrolífera britânica BP ampliou o prejuízo no quartotrimestre de 2025, que registrou US$ 3,422 bilhões, maior do que os US$ 1,959 bilhão registrado nomesmo período de 2024. Na mesma base de comparação, a receita total subiu 3,5%, para US$ 47,383bilhões.

Em todo o ano de 2025, o lucro somou US$ 55 milhões, 85% menor do que no ano anterior, e asreceitas foram de US$ 189,335 bilhões, praticamente estáveis ante os US$ 189,185 de 2024.

O lucro líquido subjacente, que desconsidera itens extraordinários, chegou a US$ 1,541 bilhãoentre outubro e dezembro, 31,82% maior do que no mesmo trimestre do ano anterior. Segundo a empresa,o resultado reflete um impacto líquido adverso de itens de ajuste de US$ 4,3 bilhões (líquido deimpostos) para derivar o lucro de custos de reposição (RC, da sigla em inglês) subjacente. Ositens de ajuste incluem impairments líquidos pós-impostos e impairments em entidades comcontabilização pelo patrimônio de aproximadamente US$ 4 bilhões, principalmente relacionados aosnossos negócios de transição no segmento de gás e energia de baixo carbono.

Desempenho por segmentos

Gás e energia de baixo carbono: o lucro RC subjacente antes de juros e impostos para o quartotrimestre foi de US$ 1,4 bilhão, em comparação com US$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre de 2025.O resultado subjacente do quarto trimestre antes de juros e impostos reflete realizações menores.

Produção e operações de petróleo: O lucro RC antes de juros e impostos para o quartotrimestre de 2025 foi de US$ 1,7 bilhão, em comparação com US$ 2,1 bilhões no trimestreanterior. A empresa explica que o resultado subjacente do quarto trimestre antes de juros e impostosreflete realizações menores, o impacto do mix de produção e uma menor participação no lucrolíquido de entidades contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial, parcialmentecompensado por menores baixas de exploração.

Clientes e produtos: O lucro RC antes de juros e impostos para o quarto trimestre de 2025 foi deUS$ 1,4 bilhão, em comparação com US$ 1,6 bilhão no trimestre anterior. Segundo a BP, margens derefino realizadas mais fortes foram compensadas pelos impactos de menores taxas de processamentocomo resultado de maior atividade de paradas programadas e pelo impacto temporário de capacidadereduzida após uma interrupção na refinaria de Whiting. A contribuição do trading de petróleofoi fraca.

Geração de caixa e endividamento

O fluxo de caixa foi de US$ 7,602 bilhões, 2,36% maior que no mesmo trimestre do ano anterior.A dívida líquida ficou em US$ 22,182 bilhões no quarto trimestre, 3,54% menor que no anoanterior, devido ao impacto dos recursos provenientes de desinvestimentos de cerca de US$ 3,6bilhões, parcialmente compensados pelo pagamento diferido de US$ 600 milhões pela aquisição daBP Bunge Bioenergia.

Distribuição aos acionistas e perspectivas

O conselho da BP decidiu suspender as recompras de ações, alocar o excesso de caixa parafortalecer o balanço patrimonial e, consequentemente, a orientação para distribuições aosacionistas de cerca de 30-40% do fluxo de caixa operacional foi agora retirada. Já os dividendospagos por ação serão de 8,32 centavos.

Além disso, a empresa reafirmou que vai perseguir uma dívida líquida entre US$ 14 e 18bilhões até 2027.

A BP espera que a produção reportada de upstream fique estável no primeiro trimestre de 2026.Já para o ano todo de 2026, a petrolífera espera que a produção upstream reportada sejaligeiramente menor e que a produção upstream subjacente seja amplamente estável em comparaçãocom 2025.

Vanessa Zampronho / Safras News

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