SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Apenas algumas horas após o início das negociações entre os EUA e o Irã, a agência de notícias semioficial iraniana Fars informou que partes do estratégico Estreito de Ormuz serão fechadas por algumas horas.
Fechamento seria por “precauções de segurança”. A Guarda Revolucionária iraniana estaria realizando exercícios militares, não especificados, na rota de exportação de petróleo mais importante do mundo.
Teerã já havia ameaçado no passado fechar o estreito para o transporte ?comercial se fosse atacada. Caso houvesse um fechamento completo, a medida boquearia um quinto do fluxo global de petróleo e elevaria os preços do petróleo ?bruto.
“Negociações acontecem neste momento. Os enviados norte-americanos Steve Witkoff ?e Jared Kushner estão participando das conversas, que estão ?sendo mediadas por Omã, juntamente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.
Donald Trump disse que estaria envolvido “indiretamente” nas negociações de Genebra e que acredita que Teerã queira chegar a um acordo. “Não acho que eles queiram as consequências de não ?fazer um acordo”, disse a repórteres a bordo do Air Force One ontem.
Assim que as negociações tiveram início, o líder supremo aiatolá Ali Khamenei passou a fazer uma série de ataques aos EUA. “O presidente dos EUA diz que seu exército é o mais forte do mundo, mas o exército mais forte do mundo às vezes pode levar um tapa tão forte que não consegue se levantar”, disse ele em uma da série de publicações feitas nas redes sociais.
Uma autoridade de alto escalão iraniano disse hoje que o sucesso das negociações em Genebra dependia de os EUA não fazerem exigências irrealistas. Além disso, estariam avaliando também a seriedade do governo americano em suspender as sanções econômicas que prejudicam o Irã.
Teerã e Washington tinham programado realizar a sexta rodada de negociações em junho do ano passado. Na ocasião, no entanto, Israel, aliado dos EUA, lançou uma campanha de bombardeios contra o Irã, ?à qual se juntaram bombardeiros B-2 americanos que atacaram alvos nucleares.
Desde então, Teerã afirmou ter suspendido as atividades de enriquecimento de urânio. O país também aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, que garante aos países o direito de desenvolver energia nuclear civil em troca da renúncia às armas atômicas e da cooperação com a agência nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica.