ARTIGO, por Adalberto Leister Filho: "Tendências para 2026 – tecnologia e IA redefinem experiência dos fãs de esporte"

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Infantino, presidente da Fifa: Copa do Mundo já tem mais de 500 milhões de pedidos de ingressos
(Alexandre Brum/Agência Enquadrar/Folhapress)
  • Inteligência artificial, realidade aumentada e canais digitais moldam estratégias de marketing e ampliam a conexão entre torcedores e marcas
  • Plataformas sociais, aplicativos e novos modelos de consumo digital apontam mudanças no relacionamento de modalidades com torcedores
Por Adalberto Leister Filho | colunista

O marketing esportivo em 2026 está cada vez mais centrado na experiência digital personalizada. Clubes, ligas e patrocinadores têm investido em inteligência artificial, realidade aumentada e plataformas sociais para transformar a forma como os torcedores consomem e interagem com o esporte.

A inteligência artificial já é aplicada para oferecer conteúdos sob medida, como estatísticas em tempo real, recomendações personalizadas e experiências digitais adaptadas ao perfil de cada torcedor.

VANGUARDA – A NBA é um exemplo prático dessa tendência. A liga norte-americana de basquete expandiu o uso de realidade aumentada em transmissões e aplicativos, permitindo que torcedores visualizem estatísticas sobrepostas às imagens dos jogos ou explorem ângulos exclusivos de câmera.

Segundo pesquisa da Stats Perform sobre tendências da indústria do esporte para este ano, até 2030 os aplicativos oficiais das ligas e plataformas de vídeo social, como YouTube e TikTok, devem superar os sites tradicionais como principais canais de engajamento com o fã. O levantamento ouviu 675 executivos de mídia esportiva.

No Brasil, clubes mais bem-estruturados, como Flamengo e Palmeiras, têm direcionado investimentos para aprimorar esses produtos e oferecê-los não só aos seus torcedores, como ao mercado publicitário. De fato, essa tendência já influencia as decisões de patrocinadores e empresas de mídia a investir em conteúdos curtos e interativos.

MONETIZAÇÃO – O avanço tecnológico também impacta os modelos de negócios. A IA é usada para reduzir custos e aumentar a eficiência das transmissões, enquanto patrocinadores avaliam novas métricas de retorno sobre investimento.

A Premier League segue essa tendência, investindo em plataformas digitais que oferecem notificações segmentadas e conteúdos exclusivos para diferentes torcidas e mercados, ampliando a monetização fora do Reino Unido.

A personalização abre espaço para ofertas comerciais segmentadas, tornando ativações de marca mais relevantes e conectadas ao comportamento do público.

EXPERIÊNCIA – O consumo de esporte vai além de assistir a uma partida. O turismo esportivo cresce com pacotes que combinam eventos e destinos culturais conectando torcedores a experiências compartilháveis em redes sociais. Esse movimento já é observado na Copa do Mundo da Fifa 2026, que já registrou mais de 500 milhões de pedidos de ingressos.

Esse impacto também é visto em outros setores culturais, como a música, em que turnês globais têm levado fãs a viajar para diferentes cidades e países em busca de vivenciar novas experiências junto a seu artista favorito.

Se podemos prever uma tendência neste início de 2026 é que o marketing esportivo irá se consolidar como um campo em que tecnologia e emoção tendem a ser indissociáveis. Irão caminhar juntas.

A capacidade de oferecer experiências personalizadas e imersivas, no ao vivo e no digital, será determinante para o sucesso de atletas, clubes, ligas, entidades esportivas e patrocinadores nos próximos anos.

ADALBERTO LEISTER FILHO
Diretor de conteúdo da Máquina do Esporte, professor de pós-graduação na Faculdade Cásper Líbero (São Paulo), palestrante e autor de livros. É especialista em marketing esportivo e comunicação estratégica, com passagens por grandes veículos como Folha de S.Paulo, O Globo, Record, CNN Brasil e UOL. Atuou na liderança de equipes e na cobertura de eventos internacionais. Formado em Jornalismo e mestre em História pela USP

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