Alckmin diz que tarifa global de 15% aplicada pelos EUA pode ser benéfica ao Brasil

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste domingo (22) que a nova tarifa global de 15% estabelecida pelo presidente americano Donald Trump pode ser benéfica ao Brasil.

Por outro lado, o presidente em exercício admitiu preocupação com o fato de que a investigação aberta pelos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras continue em curso.

Os EUA estavam taxando o Brasil em 50%, embora houvesse uma série de produtos excepcionados. A decisão foi revista após a Suprema Corte do país derrubar as chamadas tarifas recíprocas impostas por Trump, ao entender que ele extrapolou seus poderes.

Com isso, a alternativa adotada pelo republicano foi aplicar uma taxa de 15% a todos os países. A medida deve entrar em vigor na terça-feira (24), mas terá validade de 150 dias, exceto se houver autorização do Congresso para um prazo maior. Para Alckmin, isso tornará o Brasil mais competitivo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin durante coletiva de imprensa Pedro Ladeira – 21.nov.25 Folhapress Homem de meia-idade com terno preto, camisa branca e gravata azul fala sorrindo diante de vários microfones de emissoras de TV. Fundo colorido desfocado. Imagem pequena **** “Isso [a nova tarifa] ajudou muito a competitividade dos produtos brasileiros, permitindo que possamos exportar mais para os Estados Unidos, conquistar mais mercado e gerar emprego e vendas no Brasil. E é justo, porque a tarifa média de entrada dos produtos americanos no Brasil é de 2,7%”, afirmou neste domingo, ao deixar uma missão em Aparecida (SP).

“Mesmo com a alíquota de 15%, como ela é igual para todos, não perdemos competitividade. E a outra boa notícia é que, em alguns setores, ela foi zerada. Ficamos com alíquota zero para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves”, avaliou o presidente em exercício.

Apesar de ter cancelado as tarifas mais elevadas, o governo Trump anunciou na sexta-feira (20) que continuará investigando países com base na Seção 301, dispositivo que permite impor tarifas por supostas práticas comerciais ilegais após investigação. O Brasil é alvo desse procedimento desde o ano passado. Um dos pontos sob análise é o Pix.

“Isso preocupa, a chamada Seção 301, mas será esclarecido. O Pix é um exemplo para o mundo de uma medida altamente benéfica para a população, sem custo, com garantia e segurança. Outras questões abordadas também serão esclarecidas. Isso já aconteceu no passado, e o Brasil prestou os devidos esclarecimentos”, afirmou Alckmin.

Segundo reportagem do Financial Times, Brasil e China podem se beneficiar da nova tarifa global de 15% anunciada por Trump. Segundo o jornal, análise do órgão independente de monitoramento comercial GTA (Global Trade Alert) aponta que o Brasil terá a maior redução nas taxas tarifárias médias –queda de 13,6 pontos percentuais–, seguido pela China, com redução de 7,1 pontos percentuais.

Aliados históricos dos Estados Unidos, como Reino Unido, União Europeia e Japão, devem sofrer maior impacto com a nova taxa introduzida pelo presidente americano após a Suprema Corte considerar ilegal grande parte de sua política comercial anterior, na sexta-feira (20).

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