Porto Alegre, 24 de fevereiro de 2026 – O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,26%,sendo negociado a R$ 5,1543 para venda e a R$ 5,1523 para compra. Durante o dia, a moedanorte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1426 e a máxima de R$ 5,1841.
O dólar perdeu força ao longo da sessão em um ambiente de maior disposição ao risco nosmercados globais, após os Estados Unidos anunciarem uma tarifa externa de 10%, abaixo do patamaranteriormente sinalizado, o que favoreceu o desempenho das bolsas no Brasil e no exterior.
A entrada de recursos externos e o elevado diferencial de juros brasileiro seguiram como fatoresrelevantes de sustentação do real, contribuindo para o movimento de apreciação da moeda localfrente ao dólar, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
A queda do dólar reflete uma combinação de fatores externos e domésticos que alteraram o fluxocambial no curto prazo.
“No campo macro, o principal vetor foi a nova rodada tarifária anunciada por Trump. A medida ocorreapós decisão da Suprema Corte que limitou um programa tarifário mais abrangente. O episódiointroduziu ruído institucional e reduziu, no curto prazo, a demanda por dólar como ativodefensivo”, aponta a especialista de Câmbio e Crédito de be.smart, Jaqueline Neo
Segundo ela, sob a ótica técnica, a cotação rompeu o suporte em R$ 5,20, faixa que concentravaposições compradas relevantes. “A perda desse nível desencadeou ajustes de portfólio eamplificou o movimento de apreciação do real, com redução tática de exposição à moedaamericana”.
A especialista acrescenta que o diferencial de juros segue como âncora para o real. “A Selicpermanece em patamar elevado em termos reais, sustentando operações de carry trade e entrada decapital estrangeiro em renda fixa. Em paralelo, um ambiente internacional de maior apetite por riscoreduz a busca global por proteção cambial”.
Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Safras News)
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