Ações encerram em queda, com ampliação do conflito no Oriente Médio

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 2 de março de 2026 – Os principais índices do mercado de ações asiáticofecharam o pregão desta segunda-feira majoritariamente em queda, por conta da aversão ao riscocausada pela ampliação do conflito no Oriente Médio. O Kospi sul-coreano não operou hoje porconta de um feriado e o Xangai chinês, no entanto, fechou em alta.

As ações mais afetadas pelos ataques dos EUA e Israel ao Irã foram as das companhias aéreas,por conta da disrupção do tráfego de aeronaves na região do Oriente Médio.

As ações da Singapore Airlines caíram mais de 5%, liderando as quedas do setor. As japonesasANA e JAL cada uma despencou mais de 5%, enquanto a de Hong Kong Cathay Pacific despencou 4,2%. Aaustraliana Qantas e a taiwanesa Eva Air também declinaram mais de 4% à medida que investidorespesavam custos mais altos de combustível e disrupções operacionais.

“Acreditamos que uma zona de guerra ativa, juntamente com as consequentes interrupções de voos(devido ao fechamento do espaço aéreo e dos aeroportos), provavelmente reduzirá o interesse emviagens na região”, afirmam os especialistas da B Riley Securities.

“Para as companhias aéreas (do Leste) Asiático, o número de voos que elas têm para osaeroportos que foram fechados é bastante limitado”, disse Brendan Sobie, analista independente deaviação baseado em Singapura. “Mas, é claro, existe o impacto potencial do aumento dos preços dopetróleo e da instabilidade política/econômica global”.

Por outro lado, as ações de energia na Ásia avançaram com preços mais altos do petróleobruto. Woodside Energy na Austrália, Inpex no Japão ganharam até 5%, enquanto China NationalOffshore Oil Corporation em Hong Kong subiu mais de 3%.

As ações de defesa na região também subiram, embora de forma mais modesta. As japonesasMitsubishi Heavy Industries, Kawasaki Heavy Industries e IHI subiram 0,47% e mais de 2%,respectivamente. A ST Engineering de Singapura escalou 3%.

“Um conflito regional mais amplo é o risco extremo que ninguém quer precificar, mas queinvestidores prudentes devem ao menos reconhecer. A variável chave, como sempre, é o tempo”,afirma Lauren Hyslop, da Mattioli Woods.

“As tensões no Oriente Médio estão adicionando novas incertezas às perspectivas comerciaisentre os EUA e a China”, dizem analistas da Moody’s Analytics. A China é uma grande compradora depetróleo bruto iraniano com desconto, mas possui reservas consideráveis que poderiam amortecerinterrupções de fornecimento de curto prazo.

O Xangai chinês, por outro lado, fechou em alta, levado fortemente pela valorização dasações do setor de energia. Os destaques da sessão ficaram com a alta da Chn Petro & Chem Sinopec,PetroChina A e a Ningxia Baofeng Energy A.

Confira abaixo a variação e a pontuação de fechamento dos índices asiáticos:

Nikkei 225 (Tóquio): -1,35%; 58.057,24 pontosHang Seng (Hong Kong): -2,14%; 26.059,85 pontosXangai Composto (Xangai): +0,47%; 4.182,59 pontosKospi (Seul): a bolsa não operou hoje por conta de um feriado.

Vanessa Zampronho / Safras News

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