TUIUTI, SP (FOLHAPRESS) – A Kawasaki oficializa neste mês a chegada ao mercado brasileiro da sua nova geração de “supernakeds” (motos esportivas sem carenagem). A inédita Z1100 estreia em duas versões, a Standard e a SE (Special Edition).
O lançamento marca uma evolução significativa em tecnologias e assistências eletrônicas, preenchendo o vácuo deixado pela antecessora Z1000, que estava sem atualizações há uma década.
Com essa renovação, a marca japonesa acirra a disputa em um segmento altamente competitivo, enfrentando rivais como a Honda CB1000R (R$ 78.870), a Suzuki GSX-S1000 (R$ 79,6 mil) e a BMW F 900 R (R$ 71,4 mil).
A versão de entrada da Z1100 chega com preço sugerido de R$ 74.990 e exclusivamente na cor preta. A topo de linha SE sai por R$ 84.990, sendo oferecida com pintura cinza e os icônicos detalhes em verde.
O design permanece fiel ao conceito Sugomi, filosofia estética que a Kawasaki introduziu em 2014 para definir suas motocicletas mais agressivas. É uma palavra sem tradução literal, que, segundo a fabricante, evoca a aura de um predador, como um tigre agachado e pronto para o bote.
O novo motor de quatro cilindros em linha e 1.099 cm³ entrega 136 cv a 9.000 rpm. Embora represente uma redução de 6 cv em relação ao modelo anterior devido às normas de emissões, o projeto priorizou a entrega de força em baixas e médias rotações, com o torque máximo indo para 11,5 kgfm a 7.600 rpm.
A transmissão de seis velocidades tem embreagem assistida e deslizante. O peso em ordem de marcha é de 223 kg, e o tanque comporta 17 litros de gasolina.
Na dianteira, a suspensão da marca Showa é invertida, com 120 mm de curso e discos duplos de 310 mm. Na traseira, a moto utiliza um disco simples de 250 mm e um amortecedor que traz ajustes de pré-carga e retorno -recurso responsável por controlar a velocidade com que a mola volta à posição original.
O grande diferencial desta geração, contudo, é o “anjo da guarda” IMU (sigla em inglês para unidade de medição inercial). Esse cérebro eletrônico processa dados de inclinação e aceleração, além de trabalhar em conjunto com o controle de tração e o sistema que otimiza a frenagem especificamente em curvas.
A Z1100 oferece dois modos de entrega de potência, sendo que o mais manso limita a 75% do total e é indicado para o uso fora das pistas. Há também o “quick shifter” (troca rápida), que permite mudanças de marcha acima de 3.000 rpm sem tocar na embreagem ou aliviar o acelerador.
Para viagens longas, o controle de cruzeiro mantém a velocidade constante, reduzindo o cansaço do piloto, que tem boa visibilidade com a iluminação feita por meio de LEDs.
O painel de cinco polegadas traz dois modos de exibição, incluindo uma interface inspirada na MotoGP que monitora o ângulo de inclinação em tempo real. O aplicativo Rideology, que é conectado via bluetooth, exibe dados de navegação e notificações de chamadas ou mensagens.
O app vai além e registra dados de telemetria, como rota, velocidade média, marcha engatada e abertura de acelerador. O recurso permite que o usuário reveja sua viagem em um mapa com detalhes técnicos.
Atendendo ao feedback de proprietários, a fabricante também aprimorou a manutenção na traseira, adotando um parafuso de roda convencional e reposicionando o sistema de freio para facilitar o acesso técnico.
Para os entusiastas que buscam mais performance, a versão SE vem com amortecedor traseiro Öhlins para maior estabilidade, pinças e discos de freio da italiana Brembo e um guidão mais largo, que favorece o controle. A versão premium ainda adiciona uma entrada USB tipo C para carregamento de smartphones.