São Paulo, 17 de março de 2026 – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio eServiços (MDIC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) dão início nesta terça-feira(17/3) à construção de um programa de apoio que visa ampliar e qualificar o acesso dosexportadores brasileiros aos benefícios do Acordo Mercosul-União Europeia, com foco em micro,pequenas e médias empresas (MPMEs).
Protocolo de Intenções neste sentido será assinado pelo vice-presidente e ministro GeraldoAlckmin e pelo presidente do BID, Ilan Goldfajn, em reunião realizada em Brasília, na sede doMDIC.
Queremos transformar esse grande acordo em ganhos concretos para o setor produtivo e para toda asociedade brasileira, afirma Alckmin. Por isso estamos iniciando essa colaboração, que amplia asparcerias que já temos com o BID em áreas de comércio exterior, investimentos e integraçãoregional.
O presidente do BID lembrou que as exportações do Mercosul para a UE podem aumentar em até 23%com o acordo. Mas transformar essa oportunidade em resultados concretos exige planejamento, ajustese adaptações regulatórias, afirmou Goldfajn, que completou: Somos o único banco regional dedesenvolvimento cujos membros incluem tanto os países do Mercosul quanto a maioria dosEstados-membros da UE. Isso nos torna uma ponte natural entre os países e entre essas duasregiões. O objetivo é utilizar este acordo para fomentar ganhos de crescimento, produtividade eempregos.
O Acordo MercosulUE abre uma janela de oportunidades para empresas brasileiras em setoresindustriais e agroindustriais ampliarem suas exportações, diversificarem mercados e fortaleceremsuas cadeias produtivas.
O MDIC identificou que, para que as empresas acessem integralmente os benefícios econômicos,produtivos e de investimentos do Acordo, são necessárias ações coordenadas de adaptação,qualificação e inteligência comercial. A parceria vem para apoiar o Brasil nesse processo.
O Plano de Trabalho pactuado com o BID está organizado em seis eixos:
1) Disseminação dos compromissos do Acordo, voltada a agentes públicos e privados, abrangendo osprincipais temas contemplados no Acordo, como medidas sanitárias e fitossanitárias, normastécnicas, compras públicas e propriedade intelectual, entre outros, incluindo passo a passo sobrecomo exportar para a UE na prática
2) Assistência a estados e setores para se ajustarem às novas condições competitivas
3) Criação de plataforma de informação dedicada a MPMEs para facilitar o uso do acordo,oferecendo detalhes sobre regras de origem, financiamento e acesso a mercados, a fim de ampliar abase exportadora brasileira
4) Classificação e sistematização das certificações técnicas exigidas para o acesso aomercado da UE
5) Capacitação, assistência técnica e acesso a tecnologias, especialmente para MPMEs, paracumprimento de exigências ambientais e regulatórias para acesso ao mercado da UE
6) Adaptação às mudanças de indicações geográficas para micros e pequenos produtores, para aadequação de seus modelos de negócios.
O Protocolo de Intenções é um passo prático para garantir que as empresas brasileiras tenhaminformação, capacitação e suporte técnico para aproveitar as oportunidades que se abrem nomercado europeu com o acordo, explica a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
Diversificação de mercados
A parceria MDICBID soma-se a uma agenda mais ampla do governo federal para aumentar a inserçãointernacional do país, ampliar a base exportadora e diversificar mercados.
Em 2025, o Brasil alcançou níveis históricos de exportações e corrente de comércio, comrecorde de exportação para mais de 40 mercados. No mesmo ano, a corrente de comércio bilateralBrasil União Europeia atingiu US$ 100 bilhões, representando 16% do nosso comércio exterior.Dados de 2023 indicam que empresas que exportaram para a UE empregaram mais de 3 milhões detrabalhadores no Brasil.
Próximos passos
Com a assinatura do protocolo de intenções, as equipes iniciam a execução do cronograma detrabalho previsto para 2026, priorizando ações de alta tração como o desenho da plataformainformativa, o estudo de certificações e o programa de capacitação , bem como apoio focalizado asetores e estados com maior potencial de ganhos na fase inicial de implementação.
As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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