Superávit comercial fica em US$ 5,227 bilhões até o momento em março

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

Porto Alegre, 23 de março de 2026 – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$5,227 bilhões até o momento em março, com queda de 14,4% na comparação com março de 2025. Osdados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços.

No período, as exportações caíram 4,0% e somaram US$ 21,78 bilhões. As importações caíram0,1% e totalizaram US$ 16,55 bilhões. A corrente de comércio diminuiu -2,3%, alcançando US$ 38,34bilhões.

No acumulado Janeiro até 3º Semana de Março/2026, em comparação a Janeiro/Março 2025, asexportações cresceram 6,8% e somaram US$ 72,70 bilhões. As importações caíram -0,2% etotalizaram US$ 59,45 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercialapresentou superávit de US$ 13,25 bilhões , com crescimento de 55,8%, e a corrente de comércioregistrou aumento de 3,6%, atingindo US$ 132,16 bilhões.

Exportações

Até a 3º Semana de Março/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: queda de -13,4% emAgropecuária, que somou US$ 5,59 bilhões; crescimento de 27,6% em Indústria Extrativa, que chegoua US$ 5,43 bilhões e, por fim, queda de -10,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$10,63 bilhões. A combinação destes resultados levou a queda do total das exportações.

A retração das exportações foi puxada, principalmente, pela queda nas vendas dos seguintesprodutos: Café não torrado (-33,2%), Soja (-13,4%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim,canola, algodão e outras (-27,2%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-23,6%),Minérios de níquel e seus concentrados ( -100,0%) e Minérios de alumínio e seus concentrados(-41,2%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-42,1%), Farelos de soja e outrosalimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais(-36,9%) e Celulose (-28,3%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de queda, os seguintes produtosregistraram aumento nas vendas: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos ( 57,9%),Milho não moído, exceto milho doce ( 7,8%) e Algodão em bruto ( 16,2%) na Agropecuária; Outrosminerais em bruto (58,2%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 30,6%) e Óleos brutos depetróleo ou de minerais betuminosos, crus (65,1%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca,refrigerada ou congelada (16,0%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos(exceto óleos brutos) ( 24,9%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seusconcentrados) ( 87,1%) na Indústria de Transformação.

Importações

Até a 3º Semana de Março/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômicafoi o seguinte: queda de -24,9% em Agropecuária, que somou US$ 0,34 bilhões; crescimento de 6,6%em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,79 bilhões e, por fim, crescimento de 0,3% emIndústria de Transformação, que alcançou US$ 15,30 bilhões. A combinação destes resultadosmotivou a queda das importações.

O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintesprodutos: Trigo e centeio, não moídos (-35,9%), Cacau em bruto ou torrado (-100,0%) e Látex,borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-32,6%) na AgropecuáriaPedra, areia e cascalho (-51,7%), Outros minérios e concentrados dos metais de base ( -5,3%) eÓleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( -5,3%) na Indústria Extrativa Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-22,0%),Produtos laminados planos, de ligas de aço (-69,1%) e Motores e máquinas não elétricos, e suaspartes (exceto motores de pistão e geradores) (-81,3%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento:Cevada, não moída ( 43,2%), Soja (574,0%) e Matérias vegetais em bruto ( 17,5%) na AgropecuáriaFertilizantes brutos (exceto adubos) ( 27,6%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (38,6%) eGás natural, liquefeito ou não ( 36,9%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindoveterinários (39,1%), Geradores elétricos giratórios e suas partes (127,2%) e Veículosautomóveis de passageiros ( 96,3%) na Indústria de Transformação.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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