Bloco alerta que conflito no Oriente Médio pode interromper recuperação da economia global e elevar a inflação - DJ News

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 26 de março de 2026 – A Organização para a Cooperação e DesenvolvimentoEconômico (OCDE) alertou que o conflito no Oriente Médio pode interromper a recuperação daeconomia global e elevar fortemente a inflação, sobretudo se os preços de energia permaneceremaltos por um período prolongado. Apesar da resiliência recente da economia mundial, impulsionadapor investimentos em inteligência artificial e juros mais baixos, a guerra envolvendo EUA, Israel eo Irã, com impacto direto no Estreito de Ormuz, introduziu um choque relevante na oferta deenergia. A OCDE afirma que a incerteza sobre a duração e a intensidade desse choque é o principalfator de risco atual. As informações são da agência de notícias “Dow Jones”.

No cenário base, em que os preços de energia recuam ainda este ano, a OCDE manteve aprojeção de crescimento global para 2026. Porém, caso os preços permaneçam elevados, ocrescimento pode cair para cerca de 2,6%, significativamente abaixo das expectativas pré-conflito,com impacto ainda maior em 2027. Regionalmente, a economia dos EUA deve crescer mais (2%),impulsionada pela IA, enquanto a zona do euro desacelera (0,8%) e o Reino Unido sofre a maiorrevisão negativa (0,7%). Já a China mantém projeção estável de 4,4%.

Mesmo com possível estabilização do crescimento, a inflação tende a subir de formaexpressiva: a OCDE projeta 4% para o G20 em 2026 (antes 2,8%), com revisões relevantes para EUA(4,2%), Reino Unido (4%) e zona do euro (2,6%). Ainda assim, a expectativa é de desaceleraçãoinflacionária em 2027, com o recuo dos preços da energia. Nesse contexto, bancos centrais como oFederal Reserve, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ) devem agir com cautela,evitando respostas agressivas a um choque potencialmente temporário. A OCDE conclui que políticasde eficiência energética e menor dependência de combustíveis fósseis importados são essenciaispara reduzir vulnerabilidades a choques geopolíticos futuros.

Vanessa Zampronho / Safras News

Copyright 2024 – Grupo CMA

Voltar ao topo