No B3 Day, encontro anual com investidores, cia destaca novo posicionamento para clientes de varejo

Uma image de notas de 20 reais

São Paulo, 19 de dezembro de 2024 – Uma estratégia eficiente, focada em maximizar o valor dasatividades principais e catalisar a diversificação dos negócios. Essa foi a chave para aevolução da B3 nos últimos cinco anos, disse hoje Gilson Finkelsztain, CEO da companhia, duranteo B3 Day, evento anual da bolsa do Brasil para analistas e investidores. No encontro, foramapresentadas também perspectivas para 2025.

Segundo ele, a disciplina na execução e esforços constantes de alinhamento com tendências demercado fortaleceram o negócio principal e ampliaram as fontes de resultados da B3. Com isso, areceita saiu de R$ 6,6 bilhões, no fim de 2019, para R$ 10,4 bilhões ao término do terceirotrimestre de 2024.

Seguimos firmes no propósito de fortalecer nosso negócio principal, que é ser a plataformabrasileira que viabiliza o funcionamento do mercado brasileiro, disse Finkelsztain. Além disso,temos a oportunidade de diversificar nossos negócios, com a clareza de privilegiar as atividadesque estão no entorno do nosso core business, para gerar novas receitas.

De acordo com Finkelsztain, uma agenda contínua de desenvolvimento de produtos alinhados ànecessidade dos clientes foi um dos alicerces do crescimento da B3. Ao longo de cinco anos, forammais de 450 projetos e melhorias.

A lista inclui o RLP (provedor de liquidez de varejo); derivativos de criptomoedas, como o contratofuturo de Bitcoin; fortalecimento do portfólio de produtos listados (lançamento de mais de 600BDRs, 70 ETFs de diferentes perfis e 300 fundos imobiliários); Opções de Copom; Tesouro RendA+ eEduca+ (em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional); Futuros de Small Caps e de Ações; enovos índices derivados do Ibovespa B3, entre outras.

Com isso, as receitas de novas iniciativas no negócio principal da B3 atingiram R$ 2,1 bilhões noacumulado de janeiro a setembro de 2024.

Resiliência e foco no cliente

A evolução da B3 comprova uma tese de investimento robusta. A estratégia de diversificaçãoestá refletida no aumento acelerado das receitas, em cenários de juros mais baixos, ecomportamento resiliente em conjunturas adversas ao mercado de ações.

De olho no futuro, o cliente permanece no centro das iniciativas estratégicas da B3. O objetivo éatender às necessidades e especificidades de cada segmento, gerando valor em todas as frentes, pormeio do lançamento contínuo de produtos, oferta de funcionalidade e estímulos para o aumento dabase investidora.

Novo posicionamento no varejo

A partir de 2025, a B3 fará um reposicionamento estratégico no varejo, considerando os diferentesperfis de investidores pessoa física e buscando um alinhamento com os movimentos de mercado etendências de comportamento.

O objetivo é trabalhar esse público com base em quatro classes distintas: Sofisticado (private ealta renda), Digital, Trader e Não residente. Para o primeiro grupo, o objetivo é entregarprodutos e serviços que tragam melhor experiência e valor. Para o universo Digital, a ideia éampliar o acesso ao Tesouro Direto como porta de entrada do pequeno investidor e, para os Traders, ofoco será reproduzir dinâmicas de experiências gamificadas por meio do mercado regulado.

Por fim, no universo de pessoas físicas não residentes, para o qual a B3 identifica um potencialde 250 mil investidores, a meta é facilitar o acesso aos produtos disponíveis na bolsa do Brasil.Nesse sentido, seguirá contribuindo para a simplificação do ingresso desses clientes no país, demaneira segura e confiável, atuando em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) paraautomatizar a emissão de documentos e a realização de cadastros, por exemplo.

Oportunidades no mercado de crédito

O aquecimento do mercado de crédito permite que as companhias captem recursos a taxas menores emrelação ao crédito bancário e com prazos mais longos.

A renda fixa é a maior oportunidade de diversificação que temos agora. É o grande mercado emcrescimento no Brasil, que vive um momento excepcional, destacou Luiz Masagão Ribeiro Filho, headcomercial e de produtos da B3.

Segundo ele, o estímulo ao crédito gera novas oportunidades de crescimento para a B3, cujoobjetivo é se posicionar como uma plataforma completa, oferecendo produtos e serviços ao longo dajornada do cliente. As frentes de atuação abrangem a originação (dados para a tomada dedecisão) e concessão de créditos (infraestrutura, gestão de garantias e performance derecebíveis), além de meios de liquidação e pagamento (gestão e soluções de cobrança).

No mercado de duplicatas, a estratégia inclui um posicionamento com os principais stakeholders,oferecendo serviços únicos e integrados. A B3 tem um posicionamento único para gerar valor paraesse mercado por meio de dados, disse Masagão.

Em relação ao segmento de crédito privado, o ciclo favorável de juros facilita o desenvolvimentode um ecossistema completo de produtos por parte da B3. Além disso, a digitalização eautomatização do mercado gera oportunidades de curto e médio prazo para novos produtos de altovalor agregado, por exemplo.

Nesse universo, a B3 pretende ainda tornar os processos de emissão, distribuição e negociaçãosecundária mais eficientes, desenvolver um book privado e rever a tarifação de acesso enegociação. Outras iniciativas no horizonte são o lançamento de derivativos de crédito, futurosde índices e novidades voltadas para a pessoa física.

Retorno consistente aos acionistas

A B3 tem como estratégia retornar aos investidores a maior parte de sua geração de caixa. Foramdistribuídos cerca de R$ 30 bilhões aos acionistas desde 2019 até setembro deste ano, montanteque inclui dividendos, juros sobre capital próprio e recompras de ações. Somente nos noveprimeiros meses de 2024, a taxa de retorno alcança 8%.

De 2019 até setembro deste ano, as recompras de ações da B3 totalizaram 13% do capital social. Nomesmo intervalo, foram cancelados papéis equivalentes a 12% do capital.

Projeções para 2025

Durante o evento com investidores, a B3 apresentou também projeções para o próximo ano. Aestimativa é distribuir aos acionistas entre 90% e 110% do lucro líquido do período, incluindodividendos, juros sobre capital próprio, recompras de ações ou outros instrumentos aplicáveis.

A previsão para os investimentos varia de R$ 240 milhões a R$ 330 milhões, priorizandoalocações baseados nas demandas dos clientes e oportunidade de negócios.

A bolsa projeta ainda despesas ajustadas entre R$ 2,2 bilhões e R$ 2,4 bilhões em 2025, sendo queos gastos atrelados ao faturamento devem ficar entre R$ 340 milhões e R$ 440 milhões. Aalavancagem financeira (dívida bruta/ebitda recorrente dos últimos 12 meses) esperada para ointervalo é de até 2,1 vezes.

Quanto aos valores relativos a depreciação e amortização de ativos, a previsão é de ummontante entre R$ 340 milhões e R$ 400 milhões no ano que vem.

Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)

Copyright 2024 – Grupo CMA

Voltar ao topo