Brasileiros analisam caixas-pretas de avião que caiu no Cazaquistão

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São Paulo, 2 de janeiro de 2025 – Profissionais do Centro de Investigação de AcidentesAeronáuticos (Cenipa) da Aeronáutica do Brasil, em Brasília (DF), iniciaram, nesta quinta-feira(2), a análise das caixas-pretas do avião Embraer 190 (matrícula 4k-AZ65), que caiu, no últimodia 25, na cidade de Aktau, no Cazaquistão. O acidente causou a morte de pelo menos 38 pessoas.Havia 67 a bordo, incluindo cinco tripulantes. A aeronave de fabricação brasileira, operada pelaAzerbaijan Airlines, decolou de Baku, no Azerbaijão, e tinha como destino a cidade de Grozny, naRússia. As informações são da Agência Brasil.

As caixas-pretas trazem gravações de dados e das comunicações de voz durante o voo e sãoconsideradas fundamentais para identificar quais foram as causas do acidente. A Aeronáuticainformou, em nota à imprensa, que a extração, aquisição e validação dos dados contidos nosgravadores de voo ocorrerão no menor prazo possível. Os trabalhos são realizados no laboratóriode leitura e análise de dados de gravadores de voo do Cenipa.

Trabalho conjunto

A FAB informou que os trabalhos serão acompanhados por três investigadores do Cazaquistão, alémde técnicos convidados por aquele país, sendo três do Azerbaijão e três da Rússia. Ainstituição ainda acrescentou que as conclusões em publicadas no relatório final dessainvestigação aeronáutica são de exclusiva responsabilidade da Autoridade de Investigação doCazaquistão. Por isso, o trabalho é realizado em conjunto com a entidade que investiga acidentesnaquele país, que é vinculada ao ministério dos transportes.

Nesta semana, também, o Cenipa defendeu que as ações de investigação pelo órgão brasileirosão referência internacional. O domínio de tecnologias de animação em realidade virtual emtrês dimensões (3D), com visualização completa do voo, permite aos investigadores compreendercom maior acuracidade vários parâmetros como a trajetória da aeronave, velocidade, altitude,funcionamento de sistemas e da atuação dos comandos de voo, explicou a Aeronáutica.

Segundo o que foi divulgado por agências de notícias internacionais, a aeronave, no percurso,acabou desviando da rota original até cair do lado oposto ao Mar Cáspio. Há suspeitas de que ojato foi atingido pelas defesas antiaéreas russas, que atacavam drones ucranianos.

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