Espero mais crescimento do que queda em 2025, diz Barkin

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São Paulo, 3 de janeiro de 2025 – O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco centralnorte-americano) Richmond, Tom Barkin, disse nesta sexta-feira que espera mais crescimento do quequeda para a economia dos Estados Unidos. Barkin discursou para a Associação de Bancários deMaryland. Segundo ele, o cenário é positivos devido a um consumidor forte, aliado a uma força detrabalho mais produtiva e com melhor valorização.

Minha perspectiva básica é positiva. A forma como a incerteza em torno das políticas econômicasserá resolvida será importante. Ele disse, ainda, que vê mais riscos do lado da inflação.

Barkin aponta quatro fatores principais que contribuíram para que os dados econômicos gerais dosEstados Unidos viessem fortes no último ano. Em primeiro lugar, a força do consumidor, destacandoque houve uma recuperação dos níveis pré-pandemia. Além disso, a resiliência do mercado detrabalho, a maior sensibilidade aos preços e o aumento da produtividade também marcam um períodopositivo para os dados econômicos, de forma geral.

Segundo ele, pode parecer que a incerteza política e econômica ficou para trás após o resultadoeleitoral de novembro, a redução das taxas de juros e o aumento da confiança do mercadofinanceiro. Quais tarifas serão impostas? Em quais produtos? Haverá retaliação?, questiona. Hámais perguntas do que respostas claras no que diz respeito à imigração, regulação, gastosgovernamentais e tributação.

Do início do próximo mandato presidencial em diante, essas incertezas devem diminuir à medida queas políticas forem implementadas, mas pode haver um período prolongado de idas e vindas, disseBarkin.

Em relação ao consumo, o dirigente também faz uma análise otimista. Enquanto as pessoasmantiverem seus empregos e os valores dos ativos permanecerem sólidos, o consumo deve continuar,afirma. Segundo ele, o mercado de trabalho tende mais para contratações do que para demissões.

Ele disse, ainda, que a pressão do consumidores sobre os formadores de preços deve continuar areduzir a inflação. Por outro lado, Barkin acrescenta que tudo isso é especulação, pois ofuturo da política monetária depende da observação dos dados e da forma como os atoreseconômicos lidariam com eventuais conflitos internacionais, movimentos do mercado e ou crises desaúde pública.

Erika Kamikava – erika.kamikava@cma.com.br

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