Inflação encerra 2024 ainda alta demais - ING

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São Paulo, 6 de janeiro de 2025 – Para Carsten Brzeski, chefe global de macro da ING, ainflação na Alemanha acelerou em dezembro, sinalizando que a luta contra a inflação ainda estálonge de ser vencida. O índice de preços ao consumidor subiu para 2,6% em relação ao anoanterior, um aumento em relação aos 2,2% de novembro. “A recuperação da inflação, após umperíodo de controle, trouxe à tona o risco de estagflação, com um cenário de crescimento fracoe inflação alta no curto prazo. A medida de inflação da zona do euro foi de 2,9% em termosanuais”, diz.

Ele credita a aceleração da inflação na Alemanha aos efeitos base desfavoráveis da energia.Apesar disso, os efeitos positivos sobre a energia devem desaparecer ao longo do ano, enquanto ossalários continuam a subir. A inflação de serviços também está refletindo o repasse de custosmais altos, com os alemães enfrentando aumentos de até 30% em seus prêmios de seguros. “O aumentodos preços do CO2 e do gás também pressiona a inflação, que pode continuar a subir no curtoprazo. No entanto, espera-se que o crescimento dos salários diminua, o que pode gerar pressõesdesinflacionárias no segundo semestre de 2025, levando a uma estabilização da inflação entre 2%e 2,5%”.

O Banco Central Europeu (BCE) deve ignorar a aceleração atual da inflação, já que osefeitos dessa pressão inflacionária devem diminuir ao longo do ano. Embora o aumento da inflaçãonos últimos meses possa gerar incertezas, a taxa de juros de 3% ainda é considerada restritivapara a economia da zona do euro. “Mesmo que a política monetária tenha limitações para resolverquestões estruturais, a instabilidade política e a incerteza econômica obrigam o BCE a continuarcom a sua intervenção, procurando impulsionar a recuperação econômica”.

Para Brzeski , apesar da inflação mais alta, o BCE provavelmente continuará a reduzir astaxas de juros. Isso se deve ao fato de a inflação ainda estar muito acima da meta e ànecessidade de ajudar na recuperação econômica da zona do euro. “O BCE deve se concentrar emmanter as taxas de juros em um nível neutro para evitar riscos de estagflação e apoiar ocrescimento. A instituição bancária parece disposta a agir rapidamente para garantir que aeconomia europeia não entre em um ciclo prolongado de baixo crescimento e inflação elevada”,conclui.

Vanessa Zampronho / Safras News

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