G5 Partners avalia número geral como bom, mas abertura do indicador preocupa

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 10 de janeiro de 2025 – A G5 Partners avalia que o número geral do IPCA de dezembro”até que não foi ruim”, mas a composição do número preocupa.

“Praticamente todos os dados qualitativos voltaram para níveis de 2022, quando, a inflaçãoacumulada no ano, foi de 5,78%. Por isso não parece surpresa que uma parte relevante dos analistasespere que o IPCA em 2025 fique acima de 5,00%”, diz a G5, ressalvando que esse não é o seucenário.

“Primeiro porque os juros que na nossa projeção subiriam até 15,00% a.a., ficando nesse patamaraté o final de 2025 devem começar a impactar a economia a partir do 2º semestre. Além disso, aocontrário de 2024, quando tivemos o impacto de dois fenômenos climáticos El Niño e La Niña euma quebra de safra agrícola, 2025 aparenta ter apenas um La Niña fraco e uma safra recorde”,explica o relatório, que projeta que IPCA em 2025 fique em 4,80%, “relativamente o mesmo patamar de2024 o que, obviamente, não é uma boa notícia para o BCB.”

O IPCA de novembro subiu 0,52% com relação ao mês anterior, abaixo dos 0,53% esperados pelomercado e acelerando com relação aos 0,39% de novembro. Com isso, o IPCA fechou 2024 com umacumulado de 4,83%, ultrapassando o teto da banda de flutuação da meta pelo 8º ano desde que osistema de metas foi criado em 1999.

O Indice Geral veio melhor do que o esperado exclusivamente porque os ‘Alimentos no domicílio’surpreendeu para baixo, subindo 1,18% contra a expectativa do mercado de alta de 1,53%. Só essadiferença causou uma diferença de 0,06 p.p. entre o projetado pelo mercado e o número divulgado.Destaque para o subgrupo Carnes que subiu 5,26%, uma desaceleração importante com relação aos8,02% de alta de novembro.

Por outro lado, chama a atenção a alta de 0,65% do grupo Artigos de residência, quandoesperávamos um resultado mais próximo da estabilidade. Isso já pode ser reflexo do impacto dodólar nos preços dos Bens industriais, principais componentes deste grupo. Por falar em Bensindustriais, chama a atenção a aceleração deste grupo, de 0,18% em novembro, para 0,65% agora,acima dos 0,48% esperados pelo mercado e o maior patamar desde dezembro de 2022.

Os números qualitativos também vieram muito ruins. A Média dos núcleos acelerou de 0,39% para0,57%, acima dos 0,39% esperados pelo mercado e, também, o maior patamar desde dezembro de 2022. OsServiços subjacentes passaram de 0,60% para 0,67%, um pouco acima dos 0,66% esperados e o 3º mêsconsecutivo que este grupo fica acima de 0,60%. Por fim, o Indice de difusão passou de 57,82% para68,97%, o maior patamar desde maio de 2022.

“A métrica que gostamos de analisar, por nos dar uma perspectiva de tendência, a média móveltrimestral dessazonalizada e anualizadas só teve de bom o Indice geral, que passou de 4,97% para4,75%.

No mais, a Média dos núcleos passou de 5,42% para 5,65% e os Serviços subjacentes passaram de6,66% para 8,80%, nível visto pela última vez em setembro de 2022”, conclui a G5 Partners.

Camila Brunelli – camila.brunelli@cma.com.br (Safras News)

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