Taxas fecham em queda, em dia de liquidez reduzida e volatilidade

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

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São Paulo, 20 de janeiro de 2025 – Com agenda fraca aqui, as taxas dos contratos futuros deDepósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em queda com o foco no exterior em dia de posse de DonaldTrump e feriado de Martin Luther King – e sem funcionamento do mercado financeiro por lá.

Para o consultor econômico do plataforma rem,essa Online, André Galhardo, a volatilidadeapresentada pelos DI se deve à diminuição da liquidez nessa segunda-feira – uma vez que éferiado nos Estados Unidos – , além do clima de incerteza gerado por Donald Trump, presidenteeleito dos Estados Unidos que toma posse hoje.

“Parte da explicação para esse movimento vem dessa da precificação desse aumento da taxaSelic (taxa básica de juros) já na semana que vem por parte do Banco Central. A gente deve ver oaumento de 1% “prometido”, assim como no mês de março também esse líquido que deve chegar em15%. Isso tem movido um pouco as taxas de juros.”

“O discurso que o mercado financeiro é de que: no longo prazo o arcabouço não se sustentarápor causa da dificuldade que o governo tem em reduzir as despesas. Então eles têm trazendobastante volatilidade para as taxas de juros futuras.”

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou ao vivo em reunião ministerial. “Lulaacabou de dizer ao vivo que 2026 já começou, de fato, já havia começado no ano passado – a genteviu isso com o movimento do câmbio depois que ele se acidentou, depois que ele teve o novosangramento, o movimento de elevação das taxas de juros e no mercado de câmbio. Então, a nossaexpectativa é de que o ano de 2025 seja marcado por intensa volatilidade, sobretudo na segundametade do ano. Isso já refletindo a disputa política, disputa eleitoral de 2026, isso poderefletir o preço dos ativos brasileiros como a continuidade desse processo de desvalorização darenda brasileira e mais aumentos das taxas de juros futuras”, avalia o especialista.

De manhã foi divulgado o Boletim Focus. O documento trouxe que a previsão para a inflaçãomedida pelo IPCA subiu de 5,00% para 5,08%em 2025, e para 2026 foi elevada 4,05% para 4,10%. Aprojeção da Selic em 2025 segue em 15%, em 2026 sobe para 12,25%, de 12%.

Por volta das 16h45 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2026 tinha taxa de 14,935 de14,965% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2027 projetava taxa de 15,140%, de 15,250%, o DIpara janeiro de 2028 ia a 15,080%, de 15,225%, e o DI para janeiro de 2029 com taxa de 15,015% de15,190% na mesma comparação. O dólar opera em queda, cotado a R$ 6,0481 para venda.

Camila Brunelli / Safras News

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