São Paulo, 20 de janeiro de 2025 – A Bolsa fechou em alta, no patamar dos 122 mil pontos, masao longo do dia oscilou entre a máxima de 123.171,63 pontos e a mínima de 121.511.13 pontos, em umpregão calmo, de liquidez baixíssima em razão da ausência do mercado norte-americano peloferiado de Martin Luther King.
Os holofotes ficaram para Donald Trump, empossado hoje para comandar novamente os Estados Unidospor um período de quatro anos. Os bancos, varejistas e Petrobras subiram, Vale caiu.
Entre as blue chips, a Vale (VALE3) caiu 0,36%, Itaú (ITUB4) subiu 0,95% e Petrobras (PETR4)registrou alta de 0,24%.
O principal índice da B3 subiu 0,41%, aos 122.855,15 pontos. O Ibovespa futuro com vencimentoem fevereiro avançou 0,71%, aos 123.770 pontos. O giro financeiro foi de R$ 11,5 bilhões.
Um analista do mercado financeiro disse que em dia de fraco de notícias aqui e feriado nosEstados Unidos, “o pregão é morno e o foco fia para a posse de Trump e quais serão os impactosdas novas medidas nesse segundo mandato”.
Em relação ao discurso do presidente Donald Trump, Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RBInvestimentos, disse que foi bem em linha com vários pontos trocados durante a campanha eleitoralcomo as tarifas.
“Ele falou de tarifas, o Canal do Panamá e a troca do nome de Golfo do México será Golfoamericano. Haverá mudança na parte conservadora de costumes do governo americano. Por enquantonão vejo nenhuma grande medida como novidade, ele direciona a questão de energia para maiorexploração de petróleo e gás, enfatizando que quer o país seja ainda mais exportador. Temos deesperar se as primeiras medidas já vão impactar no mercado financeiro”.
Willian Andrade, CIO da gestora Kaya Asset Management, disse que o mundo está de olho nosEstados Unidos com o novo governo de Trump.
“Todo mundo está na expectativa do que será o amanhã, que direção o governo dele [DonaldTrump] vai adotar. O mercado tem cautela porque vai ter uma virada mais radical que estávamosaguardando. Será um mandato diferente do primeiro, hoje ele tem maioria no Senado e mais apoio. Atendência é que o país fique mais protecionista e aumente as alíquotas dos impostos sobreimportação, e o impacto será global. Acredito que o Brasil vai conseguir quebrar mais essabarreira por ser grande exportador. Se não tiver muito atrito político-ideológico, a gente tendea superar da melhora forma. A curva de juros futuros em queda ajuda a bolsa”.
Soraia Budaibes – soraia.budaibes@cma.com.br (Safras News)
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