Taxas fecham mistas após fala conciliadora do ministro Rui Costa

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 24 de janeiro de 2025 – As taxas dos contratos futuros de DepósitosInterfinanceiros (DIs) fecham mistas e perto da estabilidade por conta das falas do ministro da CasaCivil, Rui Costa, de que não serão tomadas ‘medidas heterodoxas’ no que tange a ideia dopresidente de fazer baixar o preço dos alimentos.

Além de Costa; o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro; e o do Desenvolvimento Agrário, PauloTeixeira, falaram rapidamente com a imprensa depois da reunião que tiveram com o presidente LuizInácio Lula da Silva para discutir sobre o alto preço dos alimentos e as medidas que serãotomadas para reduzi-los.

Rui Costa disse que “nenhuma medida heterodoxa será adotada, como tabelamento ou congelamento depreços. A posição do governo não é favorável a elas”, afirmou. “Não terá subsídio,supermercado estatal, alimentos com prazo vencido, fiscal do Lula, nada destas medidas heterodoxas”.Ele disse que produtos como soja, milho e laranja têm preços determinados no mercadointernacional. Uma das medidas é reduzir ou zerar a alíquota de importação de produtos cujospreços estejam mais baixos no mercado externo, para ‘forçar os preços internos a ficarem no mesmopatamar do que lá fora”.

“As taxas de juros futuras – sobretudo os vértices mais longos – caindo agora, repercutindo emparte as falas do ministro Rui Falcão, garantindo que não haverá suicídio para o setor deprodução de alimentos”, avalia o consultor econômico da plataforma Remessa Online, AndréGalhardo.

“Uma parte da explicação para o aumento das taxas de juros futuras ao longo dessa semana, veio daexpectativa sobre possíveis intervenções do governo com vistas a diminuir o impactoinflacionário ao longo de 2025. O mercado achou estranha algumas falas de membros do governo de queo governo atuaria para diminuir os preços e isso entrou no radar do mercado financeiro, empurrandopara cima as taxas de juros futuras.”

Para o analista da Potenza Capital, Bruno Komura, as taxas abriram mistas, com tendência de altapor causa do IPCA com qualitativo pior – com serviços pressionando o índice.

“Mas a queda mais expressiva do dólar por conta de um Trump mais moderado está dando algum alíviopara as taxas de juros”, explica.

Em entrevista à Fox, Donald Trump, afirmou que preferia não elevar as tarifas de importação daChina. “Essa fala contribui para o enfraquecimento do dólar, o recuo dos juros dos Treasury bonds evalorização das ações.”

O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,11% em janeiro na comparaçãocom dezembro, 0,23 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em dezembro de 2024 (0,34%). Asinformações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As maiores influências vieram dos grupos de Alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,06% eimpacto de 0,23 ponto percentual (p.p) no índice geral, e Transportes (1,01% e 0,21 p.p.). A únicataxa negativa veio do grupo Habitação (-3,43% e -0,52 p.p), resultado que ajudou a conter oíndice no mês.

Por volta das 16h50 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2026 tinha taxa de 15,130 de15,070% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2027 projetava taxa de 15,375%, de 15,355%, o DIpara janeiro de 2028 ia a 15,240%, de 15,285%, e o DI para janeiro de 2029 com taxa de 15,155% de15,205% na mesma comparação. O dólar opera em queda, cotado a R$ 5,9054 para venda.

Camila Brunelli / Safras News

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