São Paulo, 24 de janeiro de 2025 – Os bancos de Wall Street, nos Estados Unidos, estão sepreparando para vender uma grande parte das dívidas da X (antigo Twitter) – a plataforma de mídiasocial controlada pelo bilionário Elon Musk. As informações são da agência de notícias DowJones.
Os banqueiros do Morgan Stanley já contataram investidores antes de uma venda planejada para apróxima semana, envolvendo até US$ 3 bilhões em dívidas que o banco e outros, como o Bank ofAmerica e o Barclays, emprestaram a Musk para concluir a compra da empresa anteriormente conhecidacomo Twitter em 2022, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo The Wall StreetJournal.
Os bancos esperam vender a dívida sênior por 90-95 centavos por dólar, enquanto retêmparticipações mais subordinadas, disseram as fontes. Recentemente, os bancos venderam cerca de US$1 bilhão em dívida em uma transação privada para diversos investidores, acrescentaram.
Essa venda representaria um passo importante para aliviar o peso financeiro que os bancos têmcarregado desde que concordaram em financiar a compra de US$ 44 bilhões da empresa por Musk.Aproximadamente US$ 13 bilhões foram emprestados para ajudar a pagar pelo negócio. O preço queMusk pagou pelo Twitter já era alto na época, e o desempenho instável da empresa reduziu aindamais o valor. O acordo é considerado um dos piores que os bancos financiaram desde a crisefinanceira de 2008.
Para vender a dívida, os banqueiros terão que convencer os investidores de que a saúdefinanceira da empresa se estabilizou. A recente ascensão de Musk em influência e sua aliança como presidente Trump parecem ter ajudado a mudar a narrativa em torno da X.
Investidores têm procurado os bancos e demonstrado interesse em comprar a dívida da empresa,acreditando que as finanças da companhia estão em trajetória ascendente, afirmou uma das fontes.
Em um e-mail enviado à equipe em janeiro, Musk destacou a crescente influência da empresa, masadmitiu que as finanças ainda são desafiadoras.
Nossa base de usuários está estagnada, a receita é decepcionante e estamos apenas empatandonos resultados financeiros, disse Musk no e-mail, revisado pelo The Wall Street Journal.
Os bancos nunca revelaram como avaliam os empréstimos em seus balanços. Alguns investidores emações da X reduziram suas participações na empresa em até 75%.
Bancos geralmente não financiam aquisições com a intenção de manter a dívida do negóciopor muito tempo; normalmente, organizam uma venda para investidores externos em poucos meses apósse comprometerem a financiar o acordo. No entanto, em períodos de volatilidade, quando há menosinvestidores dispostos a comprar, os bancos optam por manter os empréstimos por períodos maislongos para evitar vendê-los com desconto, o que resultaria em perdas.
Com a dívida da X, os bancos esperaram e continuaram esperando por um momento em que tanto osmercados quanto a saúde financeira da empresa permitissem uma venda sem grandes perdas.
Enquanto isso, os credores da X, que também incluem Mitsubishi, BNP Paribas, Mizuho e SociétéGénérale, têm coletado pagamentos de juros substanciais. Empréstimos a empresas como a Xgeralmente oferecem vários pontos percentuais a mais em juros do que a taxa de referência paracrédito de grau de investimento.
Após a compra da empresa de mídia social por Musk, grandes anunciantes abandonaram a plataforma, ea receita da empresa despencou. No entanto, as finanças da empresa vêm melhorando gradualmenteà medida que algumas marcas voltaram a investir na plataforma, de acordo com fontes próximas àcompanhia.
No e-mail enviado à equipe, Musk reconheceu a recente melhora nas perspectivas da empresa.
Nos últimos meses, testemunhamos o poder da X em moldar conversas e resultados nacionais,escreveu Musk. Também estamos vendo outras plataformas começarem a adotar nosso compromisso com aliberdade de expressão e a verdade imparcial, acrescentou, em uma aparente referência à recentedecisão da Meta Platforms de flexibilizar a checagem de fatos e adotar um sistema de notascomunitárias, semelhante ao da X.
Darlan de Azevedo – darlan.azevedo@cma.com.br (Safras News)
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