Ações sobem, com finalização de acordo comercial entre União Europeia e India

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Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 27 de janeiro de 2026 – Os principais índices do mercado de ações europeu operamem alta na manhã desta terça-feira, com os investidores manifestando otimismo com a finalizaçãodo acordo comercial firmado entre a União Europeia e a India.

O acordo de livre comércio é o maior já alcançado por qualquer uma das partes e envolvequase dois bilhões de consumidores, melhorando o clima para o comércio global, mesmo com Trumpameaçando impor novas tarifas a outro aliado. “A conclusão das negociações com a India ofereceum vislumbre de esperança em meio a uma situação geopolítica caótica”, disse Bernd Lange,presidente da comissão de comércio internacional do Parlamento Europeu.

“Além do comércio bilateral, o acordo de livre comércio India-UE provavelmente seráinterpretado como um forte sinal pró-comércio em um momento em que medidas protecionistas moldamcada vez mais o comércio global”, afirma um estudo da empresa de consultoria e análise de dadosGlobaldata.

“O acordo apoia estratégias de diversificação de cadeias de suprimento já em curso emdiversos setores, especialmente componentes automotivos, produtos químicos, farmacêuticos,equipamentos industriais e logística, ao oferecer às empresas um amplo corredor baseado em regraspara investimento e comércio”, acrescenta o documento.

“O acordo deverá duplicar as exportações de bens da UE para a India até 2032, eliminando oureduzindo as tarifas sobre quase 97% dessas exportações. Isso inclui uma gama de produtos, desdeautomóveis e bens industriais até vinho e chocolate. A India concordou em permitir a entrada nopaís de até 250.000 veículos fabricados na Europa com taxas alfandegárias preferenciais”, dizFiona Cincotta, analista sênior de mercado da CityIndex.

“O acordo comercial com a UE representa um alívio para os exportadores indianos que enfrentamuma tarifa base de 50% nos EUA – o outro grande mercado do país asiático, além da Europa”, afirmaAlexandra Hermann, da Oxford Economics. “Mas os benefícios para setores específicos podem ser maissignificativos”, diz a economista. Os setores têxtil e de vestuário se destacam, com a reduçãodas tarifas a zero, uma medida particularmente importante, já que o setor é altamente dependentedos EUA e foi um dos mais afetados. “O futuro das exportações de combustíveis é mais incerto, amenos que a India reduza sua dependência do petróleo russo, dadas as sanções da UE sobreprodutos refinados a partir do petróleo bruto russo”, observa.

O FTSE londrino também opera em alta, sob efeito da valorização das ações de bancos, jáque aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco centralnorte-americano) amanhã. Além disso, aguardam o resultado da viagem do primeiro-ministro KeirStarmer à China.

Confira abaixo a variação e a pontuação dos índices europeus às 9h51 (horário deBrasília):

FTSE-100 (Londres): +0,36%; 10.185,84 pontosDAX-30 (Frankfurt): -0,05%, 24.921,76 pontosCAC-40 (Paris): +0,33%, 8.162,37 pontosFTSE MIB (Milão): +0,41%; 45.132,64 pontosIBEX-35 (Madri): +0,13%, 17.703,60 pontosSMI-20 (Zurique): +0,54%; 13.213,08 pontosPSI-20 (Lisboa): +0,12%, 8.587,68 pontos

Vanessa Zampronho / Safras News

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