António Seguro, do Partido Socialista, ganha eleições para presidente do país no segundo turno

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São Paulo, 9 de fevereiro de 2026 – Antonio José Seguro, um socialista moderado, foi eleitopresidente de Portugal com uma vitória esmagadora no segundo turno, garantindo um mandato de cincoanos e tornando-se o primeiro chefe de Estado socialista em 20 anos. Ele derrotou o candidato deextrema direita André Ventura, líder do Chega, num contexto em que parte da direita tradicionalapoiou Seguro para conter o avanço de um projeto visto como populista e potencialmenteautoritário. Mesmo com tempestades e inundações recentes, a participação eleitoral ficou emnível semelhante ao do primeiro turno, com algumas pequenas localidades adiando a votação umasemana devido às cheias.

Com cerca de 95% dos votos apurados, Seguro obteve aproximadamente 66% dos votos, contra 34% deVentura, superando com folga os 22,8% que o Chega havia alcançado nas eleições legislativas doano anterior. Pesquisas de boca de urna colocaram Seguro na faixa de 67% a 73% e Ventura entre 27% e33%, confirmando a tendência de vitória ampla do socialista. Apesar da derrota, Ventura consolidousua relevância política, já que seu desempenho reforça a influência crescente da extremadireita em Portugal e na Europa, numa trajetória em que o Chega já se tornou a segunda maiorforça parlamentar atrás da aliança de centro-direita no governo.

Seguro foi apoiado por setores conservadores preocupados com o estilo confrontacional de Venturae apresentou-se como representante de uma esquerda ‘moderna e moderada’, comprometida em defender ademocracia, mediar crises e preservar a estabilidade institucional. O cargo de presidente emPortugal é sobretudo cerimonial, mas possui poderes importantes, como dissolver o parlamento evetar legislação em determinadas circunstâncias, o que torna o perfil moderado do ocupanterelevante para o equilíbrio do sistema político. Analistas avaliam que a alta taxa de rejeiçãode Ventura, em torno de dois terços do eleitorado, e a convergência de forças ao centro indicamque, mesmo que o Chega venha a ganhar futuras legislativas, uma aliança de centro poderia isolá-lodo governo.

Ao mesmo tempo, Seguro sinalizou que pretende usar seus poderes com cautela em temas sensíveis,como a reforma trabalhista proposta pelo governo minoritário, advertindo que não a promulgará semacordo prévio com os sindicatos, que veem o pacote como pró-empresarial em detrimento dos direitosdos trabalhadores. O executivo sustenta que mudanças no código do trabalho são essenciais paraelevar produtividade e crescimento econômico, o que antecipa um possível embate institucionalmoderado entre o presidente e o governo. Ventura, por sua vez, embora derrotado, declarou que todo osistema político – direita e esquerda – se uniu contra ele, e afirmou que a liderança da direitaficou ‘definida’ a seu favor, reforçando sua ambição de liderar o campo não socialista naspróximas disputas.

Vanessa Zampronho / Safras News

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