SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Feliz 2026 para você!
A primeira semana do ano começou agitada com os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Explico o papel da economia (no caso, do petróleo) na queda de Maduro.
Também aqui: um guia sobre milhas, como ter motivação para voltar a trabalhar e outros destaques do mercado nesta terça-feira (6).
**É O PETRÓLEO…**
A primeira semana de 2026 começou agitada. Se você estava acordando (ou indo dormir) nas primeiras horas de sábado (3), viu a notícia de que os Estados Unidos bombardearam a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro.
O QUE ACONTECEU?
O ditador venezuelano foi levado aos EUA e compareceu ontem a um tribunal em Nova York. Tanto ele quanto sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes durante a audiência de pouco mais de meia hora.
Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.
Enquanto isso, na Venezuela: Delcy Rodríguez, vice do ditador, assumiu na segunda (5) como líder interina do país e declarou apoio a ele.
Mas Caracas não parece ser o único alvo. Em discurso, Donald Trump disse gostar da ideia de uma operação militar contra a Colômbia e afirmou que “ninguém nunca mais questionará o poderio americano no nosso hemisfério”.
A fala é uma referência à Doutrina Monroe, que determina que Washington domine a América Latina como poder hegemônico da região.
Agora, a investida abre caminho para que os EUA explorem um tesouro pouco aproveitado por lá: o petróleo.
ENTENDA
No passado, o país foi uma potência produtora de petróleo, mas anos de má gestão, falta de investimento e sanções dos EUA reduziram drasticamente sua produção.
A recente pressão norte-americana sobre o regime de Maduro, incluindo a apreensão de petroleiros, também forçou o país a fechar alguns poços.
O RESULTADO?
Atualmente, a Venezuela tem uma produção diária de óleo praticamente insignificante no mercado, mas é a dona da maior reserva do mundo.
A commodity é peça central na relação entre os dois países:
Na exportação Os EUA compravam a maior parte do petróleo venezuelano, mas esse comércio foi interrompido em 2019, após sanções do primeiro governo Trump. Os embarques ao país norte-americano foram retomados em 2023, mas permanecem baixos.
e na produção. Parte da operação é realizada por empresas privadas e a maior delas é a Chevron, companhia norte-americana que pode ganhar protagonismo no futuro da indústria no país por ter sido a única americana a continuar no local.
O problema é que retomar o fluxo da commodity da Venezuela não é uma tarefa simples. Especialistas do setor alertaram que isso poderia levar anos e custar dezenas ou até centenas de bilhões de dólares.
E o Brasil com isso? O comércio entre as nações está enfraquecido há dez anos. Em 2024, por exemplo, a Venezuela representou 0,4% das exportações totais do país.
**MILHAS, PARA QUE TE QUERO?**
Está planejando suas próximas férias? Antes de comprar a passagem, saiba que existe um mecanismo que pode lhe ajudar a economizar: as milhas.
COMO FUNCIONA?
Elas são como moedas virtuais. A cada voo realizado ou compra em empresas parceiras, o consumidor acumula créditos que podem ser convertidos em passagens ou outros serviços.
Você também deve ter ouvido falar delas como pontos. Na prática, são a mesma coisa.
As milhas são associadas aos programas de companhias aéreas, enquanto os pontos estão ligados a programas de fidelidade de bancos e cartões.
E COMO ACUMULAR?
As milhas podem ser adquiridas através de compras diretas e transações no cartão de crédito. Explico melhor:
– Programas de fidelidade: oferecem milhas e outros benefícios, como acesso a lounges, hospedagens, aluguel de carros, experiências e até cashback.
Mesmo que não seja um passageiro frequente, cadastre-se nos programas das companhias aéreas e inclua o seu número no check-in de todos os voos que fizer.
– Compras diretas: geralmente não é o melhor negócio. A cotação pode estar muito acima do valor de mercado. Porém, pode valer a pena quando falta uma pequena quantidade de milhas para resgatar uma passagem.
Especialistas recomendam buscar opções mais baratas, como balcões de milhas ou milheiros profissionais que se especializam em acumular milhas e depois as vendem para quem precisa.
– Cartão de crédito: boa parte rende de 1,3 a 7 pontos por dólar gasto na fatura. Quanto maior esse rendimento, maior a anuidade. Por isso, o melhor cartão é aquele que combina o maior rendimento com menor custo.
Uma pesquisa Datafolha realizada em 2025 mostrou que a Visa foi eleita por 21% dos paulistanos entrevistados como o melhor cartão de crédito internacional.
DE QUANTAS MILHAS PRECISO?
A quantidade necessária para trocar por uma passagem depende da classe (econômica ou executiva) e se o destino é nacional ou internacional. Por isso, quase tão importante quanto conseguir pontos é estabelecer como será sua viagem.
MOVIMENTAÇÃO BILIONÁRIA
Esse é um mercado crescente no país. Segundo a Abemf (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização), no primeiro trimestre de 2025, os brasileiros acumularam 225,4 bilhões de pontos e milhas no período.
Segundo a associação, o faturamento das empresas do setor somou R$ 21,9 bilhões em 2024, o que representou um recorde nos indicadores da Abemf.
**DICA DE CARREIRA**
Depois do descanso do fim de ano, é difícil voltar ao escritório e ter motivação para retomar as atividades.
DE ONDE ELA VEM?
Pode vir de dentro para fora ou de fora para dentro. Por isso, é importante tentar manter o fluxo funcionando nos dois sentidos.
Um levantamento da Gallup, consultoria americana de pesquisa e análise corporativa, mostra que 50% dos trabalhadores dos Estados Unidos que veem propósito nas atividades que realizam são considerados engajados pela empresa em que atuam.
E como dar um gás no trabalho? Elenco aqui uma dica importante:
ENCONTRE SENTIDO NO QUE VOCÊ REALIZA
Olhe com carinho para suas demandas e os resultados que você e seu time já obtiveram e encontre o que te faz seguir nessa posição. Impacto social, evolução na carreira e repercussão no mercado são alguns tópicos sobre os quais você pode refletir.
Pode parecer óbvio, mas há pequenas coisas na rotina de trabalho que podem trazer satisfação: a convivência com determinados colegas, entregas que deram certo e projetos dos quais você quer fazer parte são razões para se esforçar no cotidiano.
E SE NÃO DER CERTO?
Nem tudo está perdido. Ayelet Fishbach, professora de ciência do comportamento na Universidade de Chicago, dá dicas para não perder o embalo mesmo quando o coração não está engajado com o emprego.
OBJETIVOS, NÃO TAREFAS
Ao longo da sua carreira, você já deve ter ouvido de alguém que fazer uma lista de tarefas é uma boa forma de organizar o seu dia. Ao final de cada período, riscar o que foi feito é um prazer que motiva alguns.
**O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER**
Caso Master. O socorro do FGC ao banco tinha cláusula que previa corte de ajuda em caso de investigação da Polícia Federal.
Quem substituirá Haddad? Dario Durigan, conhecido como CEO do Ministério da Fazenda, é o principal cotado para assumir o lugar do ministro.
RIP. O principal serviço postal da Dinamarca encerrou por completo a entrega de cartas na terça (30).
Prepare as malas. Veja o calendário de feriados e pontos facultativos de 2026 e quais são os direitos dos trabalhadores.
Eu, robô. A Hyundai Motor apresentou a mais recente versão de seu robô humanoide Atlas que deve começar a trabalhar nas fábricas da montadora a partir de 2028.