SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa de Valores brasileira, a B3, lança nesta terça-feira (10) o primeiro índice dedicado ao mercado de letras financeiras, títulos de renda fixa emitidos por bancos.
O novo indicador, de ticker ILFS1, servirá de referência para avaliar e comparar o desempenho da classe de ativos.
“O índice passa a atuar como referência para uma categoria importante dentro do universo de crédito bancário, oferecendo ao mercado uma métrica para acompanhar títulos DI [Depósito Interbancário] mais o spread emitido pelos maiores bancos do país”, diz Hênio Scheidt, gerente de produtos na B3.
As letras financeiras são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras. A finalidade é captar recursos de longo prazo para financiar projetos e oferecer, em contrapartida, rentabilidades mais atrativas aos investidores por conta do tempo do contrato e da impossibilidade de resgate antecipado.
É um investimento que não é coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e que tem incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos.
O lançamento do ILFS1 inaugura um “termômetro específico para instrumentos de captação bancária”, diz a B3. O índice se soma a um conjunto de outros 11 indicadores de renda fixa da Bolsa, que vão desde títulos públicos até debêntures para crédito privado.
Quanto à metodologia, o índice vai considerar tanto a variação de preços quanto os rendimentos gerados pelos ativos ao longo do tempo. A carteira teórica terá prazo médio superior a 720 dias e será rebalanceada mensalmente para reproduzir a quantidade de títulos em estoque.
Para fazer parte da carteira, os títulos devem ser emitidos por instituições do segmento S1 -categoria que contempla grandes bancos, como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e Caixa Econômica Federal, no sistema financeiro do país.
Os títulos, além disso, devem ter remuneração atrelada ao DI, mais o spread bancário, bem como apresentar um prazo de vencimento igual ou superior a 30 dias corridos.
Caso algum ativo deixe de atender a esse critério ao longo do tempo, ele será excluído da carteira.
Já a ponderação -a fatia que um título detém da carteira teórica- será medida por valor de estoque, um critério que considera a quantidade de papéis depositados na B3.