Banco vê zona do euro com crescimento resiliente, inflação dentro da meta e descarta mais cortes ou possíveis altas

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 22 de janeiro de 2026 – Na ata da reunião do Banco Central Europeu (BCE) dos dias17 e 18 de dezembro de 2025, os membros do Conselho foram unânimes em manter inalteradas as trêsprincipais taxas de juros. A avaliação atualizada confirmou que a inflação deve se estabilizarem torno da meta de 2% no médio prazo, enquanto os dados recentes indicam que a economia permaneceresiliente. “As projeções de dezembro reforçaram a confiança nesse cenário, com crescimentomais forte do que o previsto anteriormente, impulsionado pela demanda interna, desemprego emmínimas históricas e uma perspectiva de inflação considerada confortável”, diz um trecho daata.

Apesar do ambiente global desafiador e mais incerto que o normal, o BCE afirma ter entendido queo nível atual das taxas oferece flexibilidade suficiente para reagir a choques, considerando riscosinflacionários em ambas as direções. Isso permite uma postura paciente, sem que isso signifiquehesitação ou viés assimétrico. “Do ponto de vista da política monetária, o BCE avaliou estarbem posicionado, embora tenha ressaltado que essa posição não deve ser interpretada comoestática”, continua o documento.

O Conselho do banco reiterou seu compromisso com a estabilização da inflação em 2% no médioprazo e reforçou que as decisões futuras continuarão sendo guiadas pelos dados, reunião areunião, sem compromisso prévio com uma trajetória específica de juros. “Diante da elevadaincerteza e de riscos inéditos, a orientação deve permanecer prudente, evitando sinais sobre adireção do próximo movimento ou a existência de viés de aperto ou afrouxamento”.

O debate também abordou estratégias futuras, destacando a necessidade de monitorar atentamenteinflação de serviços, salários, núcleo da inflação, investimento, consumo e a transmissão dapolítica monetária. Houve visões divergentes: alguns membros apontaram para riscos de inflaçãopersistentemente abaixo da meta e fragilidade da recuperação, defendendo cautela e até umainclinação mais dovish; outros ressaltaram fatores estruturais, como produtividade e inteligênciaartificial, que podem afetar a taxa neutra de juros de forma ambígua.

Vanessa Zampronho / Safras News

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