Bolsa fecha estável, em um pregão volátil e liquidez baixa; na semana sobe 0,08%

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 24 de janeiro de 2025 – A Bolsa fechou em queda de 0,02%, estável, operou todo opregão no patamar dos 122 mil pontos, em um pregão volátil, em meio aos dados do Indice Nacionalde Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acima das expectativas, commodities metálicas e açõesde consumo em alta. O fiscal e a inflação seguem como fator preocupante do mercado. Na semana, oIbovespa subiu 0,08%.

Para a próxima semana, o mercado fica atento as reuniões do Comitê de Política Monetária(Copom) e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), nos dias 28 e 29.

A Vale (VALE3) subia 1,35%. CSN (CSNA3) foi destaque positivo em 5,08%, e de queda foi Automob(AMOB3) em 3,22%. Petrobras (PETR3 e PETR4) recuou 0,29% e 0,51%.

O principal índice da B3 caiu 0,02%, aos 122.449,15 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento emfevereiro recuou 0,02%, aos 123.100 pontos. O giro foi de R$ 14,4 bilhões. Em Nova York, osíndices fecharam em queda.

Para Christian Iarussi, especialista em mercado de capitais e sócio da The Hill Capital, disseque o comportamento da Bolsa na sessão de hoje reflete preocupação com inflação, juros e assobretaxas do Trump trazem volatilidade.

“Externamente, as dúvidas sobre a política tarifária dos EUA criam volatilidade, enquantointernamente, o IPCA-15 acima das expectativas gera preocupações sobre a inflação e os juros.Apesar disso, o mercado parece estar em um momento de ajuste, calibrando discursos e dadoseconômicos. No curto prazo, a pressão inflacionária interna e o ambiente externo ainda indefinidodevem manter o Ibovespa sob volatilidade, mas o alívio do dólar pode ser um ponto positivo paramitigar quedas mais acentuadas”.

Bruno Benassi, analista de ativos da Monte Bravo, disse que o Ibovespa fecha no zero a zero epróximo do zero na semana.

“O dado mais relevante da semana foi o IPCA-15, que veio ruim. A abertura também veio ruim. Agente esperava uma deflação para esse mês por conta do bônus de Itaipu, e veio acima do que agente esperava. A semana foi bem movimentada no cenário geopolítico, com a posse do Trump nasegunda-feira (20) e discursos dele ontem, semana bem volátil. O destaque do Ibovespa tem sidosetores mais ligados ao ciclo doméstico por conta do fechamento da curva de juros, mas ainda háalgumas dúvidas sobre a performance desse segmento durante o ano. Uma parte de utilidades públicastambém andou bem”.

Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, que a bolsa não consegue se manter em umadireção definida e o problema é o fiscal doméstico.

“A bolsa começa subindo e termina em queda, como vimos nos dois últimos pregões, semsustentação, por conta das desancoragem das expectativas. É o voo de galinha. O problemabrasileiro é fiscal, enquanto o governo não perceber isso, vai ficar remando e vai começar abater na popularidade. O IPCA-15 de hoje mostrou um tom negativo, não veio só pior que o esperado,mas está poluída, com serviços subindo, média dos núcleos e não tem nada para comemorar. Ogoverno tem que prestar atenção. O fato de o Trump não ter vindo tão agressivo em termos detarifação, que é o receio do mercado, ajudou a bolsa na segunda e terça, depois começou aperder força”.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA-15 dejaneiro, que subiu 0,11% contra estimativa de 0,09%. No acumulado em 12 meses até janeiro, tevealta de 4,50% e a previsão era 4,40%.

Soraia Budaibes – soraia.budaibes@cma.com.br (Safras News)

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