BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O BRB (Banco de Brasília) afirmou nesta terça-feira (13) que pode recorrer ao governo do Distrito Federal, seu controlador, caso seja confirmado prejuízo decorrente da compra de carteiras de crédito do Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial em novembro de 2025.
Segundo o banco estatal, a apuração sobre possíveis impactos financeiros da operação com o Master ainda está em andamento e é conduzida pelo Banco Central. O BRB contratou a auditoria independente do escritório Machado Meyer e a consultoria Kroll para análise interna.
Em nota, o BRB informou que, além do aporte direto do controlador -possibilidade que já teria sido sinalizada pelo governo do DF-, o plano contempla outros instrumentos de recomposição de capital, que poderão ser acionados se necessário.
A instituição afirmou que permanece sólida e que segue operando normalmente, assegurando todos os serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento nos canais digitais e presenciais.
“Além disso, informa que é credor na liquidação extrajudicial do Banco Master e que aprimorou seus controles internos, mantendo suas carteiras dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores e de controle”, afirmou.
O BRB tentou comprar parte dos ativos do Banco Master, mas a iniciativa foi negada pelo Banco Central. Antes disso, o banco estatal do DF adquiriu carteiras de crédito do banco de Daniel Vorcaro que, segundo investigadores, se mostraram fraudulentas, decorrentes de empréstimos inexistentes. O valor dessa fraude, segundo a PF investiga, chegou a R$ 12 bilhões.
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou em depoimento à PF, pouco antes do Ano Novo, que boa parte desses recursos foram devolvidos ao BRB pelo Master e que o saldo negativo estava em pouco menos de R$ 2 bilhões.
A conduta do BRB na tentativa de compra do Master é alvo de investigação também no TCU (Tribunal de Contas da União).